Perto de completar um ano do escândalo do “Dieselgate”, a Volkswagen não quer levar a culpa sozinha e acusa a Bosch de ter trabalhado em conjunto no software que permitia que a central eletrônica percebesse que o automóvel estava passando por uma rotina de testes e alterava o regime do motor turbodiesel EA 189 para que este funcionasse de modo mais eficiente, segundo o canal Bloomberg. 

A fraude foi descoberta pelo órgão ambiental da Califórnia e se espalhou mundo afora, inclusive no Brasil, onde a picape Amarok também vinha equipada com o software. De acordo com o canal, os advogados da VW afirmam que a sistemista alemã trabalhou em conjunto na solução para trapacear os testes de emissões, que afetam mais de 11 milhões de automóveis no mundo. 

Apesar de o processo correr em sigilo nos Estados Unidos, o canal Bloomberg teve acesso a documentos que apontariam o envolvimento da gigante da indústria automotiva na maracutaia da VW.

Papelada
Entre os documentos anexados ao processo há informações sobre conversas entre engenheiros das duas empresas, inclusive declarações de que a Bosch tinha conhecimento sobre o que era permitido pela legislação ambiental norte-americana.

O canal norte-americano procurou a Bosch. No entanto, a empresa decidiu que não iria comentar as acusações da VW. Desde a explosão do escândalo a Bosch, uma das maiores fornecedoras de centrais eletrônicas de motores, confirmou que fornecia o equipamento para os motores EA 189, mas negou ter conhecimento sobre a adulteração do equipamento.