Após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o presidente Jair Bolsonaro preste depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília nesta sexta-feira (28), o presidente publicou sua agenda com apenas dois compromissos públicos, sendo um deles uma hora depois do horário previsto para a oitiva. 

Conforme a determinação, Bolsonaro deve comparecer pessoalmente à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal (PF) às 14h de hoje, para prestar depoimento sobre suspeita de vazamento de documentos sigilosos de uma investigação da corporação.

Na agenda pública do presidente, há um compromisso, sendo uma solenidade às 9h no Palácio do Planalto, e segundo, de despachos com o subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência, Pedro Cesar Sousa, às 15h, no Palácio da Alvorada.

O presidente não é obrigado a incluir na sua agenda o depoimento à PF, por não se tratar de um evento de caráter público, mas pessoal. 

Especialistas apontam que, por ser investigado, e não testemunha, Bolsonaro não é obrigado a depor, pois prestar depoimento como investigado é um ato de defesa e, portanto, a pessoa se defende se quiser. Entretanto, como existe uma ordem judicial para que Bolsonaro preste o dempoimento, se não for estará descumprindo uma decisão da justiça.

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