Belo Horizonte fechou o último ano com inflação acumulada de 9,63%, índice 5,88% acima do previsto pelo Conselho Monetário Nacional para 2021. A gasolina foi o maior destaque entre os produtos inflacionados, com alta de 51,44%. Alimentação também apresenta altas consideráveis em diversos produtos. É o que mostra pesquisa divulgada nesta sexta-feira (7) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis, da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead).

De acordo com o estudo, mobilidade e alimentação fora de casa foram os principais impactos no bolso do belo-horizontino em 2021, ano marcado pela retomada da circulação das pessoas, conforme a vacinação contra a Covid-19 avançava.

O custo do automóvel novo cresceu 19,44% e as despesas com energia elétrica 11,70%. As refeições em restaurantes apresentaram alta de 11,39% em seus preços. Na sequência, aparecem industrializados (14,88%), bebidas em bares (8,59%) e alimentos in natura ( 2,98%). 

O encarecimento da alimentação é sinal de repasse do setor nas altas dos insumos. O gás de cozinha subiu 40,44%. O preço da cesta básica subiu 7,41% em 2021, e fechou o ano com o custo de R$ 608,81.

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