A Chery acaba de lançar o Tiggo 7 Pro. Modelo que chega para se encaixar entre o Tiggo 7 e o Tiggo 8. O SUV tem como missão ganhar participação no segmento de médios, seara em que seu irmão de mesmo algarismo não consegue ter boa performance de vendas.

Com preço sugerido de R$ 180 mil, ele se posiciona numa faixa intermediária do segmento, que é dominado pelo Jeep Compass. Do Tiggo 7 “convencional”, o Pro só herdou o algarismo, pois é um carro totalmente novo. 

Desempenho

A chegada do modelo tem como objetivo fazer com que a marca ganhe volume no segmento de prestígio do mercado. Isso porque Tiggo 7 é o modelo com o pior desempenho na linha SUVs da Chery. 

De janeiro a novembro, emplacou apenas 3.803 unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ele fica abaixo dos pequeninos Tiggo 2 (3.965) e Tiggo 3X (3.851), que perfilam no nicho de entrada e também o mais concorrido dos utilitários.

No comparativo com os modelos Tiggo 5X e 8, o Tiggo 7 leva uma surra. O primeiro é o carro-chefe da marca com 11.656 unidades licenciadas, enquanto o segundo, que é o topo de linha, anota 9.190. 

A disparidade se dá pelo fato de o 7 ser mais caro que o 5X, mas oferece o mesmo conjunto mecânico e conteúdos. E outro detalhe: ele tem o design menos simpático da gama. 

Assim, o 7 Pro surge com motor do irmão mais caro, um estilo elegante, além de valor mais agressivo. 

Receita

Com 4,50 m de comprimento, ele tem entre-eixos de 2,67 m, que é maior que o Tiggo 7 e um design arrebatador. O visual faz uma mescla de Audi Q8 com Toyota SW4. 

Isso porque a parte frontal é claramente inspirada no SUV das quatro argolas. Já na lateral, o acabamento da última coluna segue o mesmo estilo do jipão japonês, com um ressalto na linha da cintura. 

Motor

Sob o capô, o SUV chinês também se desvencilhou do Tiggo 7 ao trocar a unidade 1.5 pelo motor 1.6 turbo de 187 cv e 28 kgfm de torque. Trata-se do mesmo motor utilizado no topo de linha Tiggo 8. 

O bloco é conectado a uma transmissão de dupla embreagem e sete marchas. A tração é dianteira. A suspensão é independente com McPherson na dianteira e Multilink na traseira.

Interior

Para ganhar mercado, o SUV aposta num pacote farto de conteúdos e também num acabamento refinado. Por dentro, o interior lembra o atual layout do Compass, com painel com forração em couro, multimídia flutuante e quadro de instrumentos digital.

O pacote ainda oferece ar-condicionado eletrônico, teto solar panorâmico, bancos com ajuste elétrico, acabamento em couro, partida sem chave, assim como abertura do porta-malas por presença. Ou seja, basta se aproximar da tampa do bagageiro e aguardar alguns segundos. O sistema entenderá que o ocupante está com as mãos ocupadas e a tampa se erguerá automaticamente.

Apesar dos itens interessantes, o SUV peca pela falta de assistentes de condução. Faltam recursos como controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem emergencial, assim como monitor de permanência em faixa, monitor de ponto cego ou tráfego cruzado em ré. Recursos que seus concorrentes diretos, como Compass, Taos e Corolla Cross já oferecem.

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