Os micro e pequenos negócios em Minas Gerais estão vendendo mais e recuperando o faturamento, mas a retomada para níveis pré-pandemia só é esperada para 2023, aponta pesquisa feita pelo Sebrae Minas, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, junto a 440 empresários do Estado de 27 de agosto a 1º de setembro. 

Dono de agência de viagens, Rafael Campos
Dono de agência de viagens, Rafael Campos atribui ao avanço da vacinação o aumento de 40% nas vendas de pacotes de agosto para setembro 

Conforme o levantamento, a maioria dos consultados projeta um 2022 ainda lento, com a economia chegando aos níveis de antes da pandemia somente daqui a 17 meses, já em 2023. Na média do país, a expectativa é que a recuperação venha em 16 meses.

O percentual de pequenos negócios com dívidas/empréstimos em atraso recuou 5 pontos percentuais em agosto (30%) em relação a maio (35%), aponta o Sebrae

Faturamento

A pesquisa mostra que o percentual do empresariado que registrou aumento no faturamento chegou a dobrar, passando de 7% para 14% no período de maio a setembro deste ano. Em outro indicador, o levantamento aponta que a queda no faturamento em relação ao período pré-pandemia continua uma realidade para a maioria dos empresários, já que70% deles ainda não alcançaram a mesma receita que tinham.

Mas a pesquisa mostra que houve uma redução de 8 pontos percentuais nesse indicador em relação à sondagem anterior. “Temos acompanhado uma recuperação lenta, mas constante, do segmento. Os empresários seguem com um volume de vendas 32% menor em relação ao período pré-pandemia, mas também neste indicador percebemos uma melhora de 10 pontos percentuais para baixo”, afirma Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas.

Aumento nos custos

Além da queda no faturamento, em relação ao registrado antes da pandemia, o aumento dos custos relacionados à operação dos negócios tem impactado em cheio os pequenos empresários e Microempreendedores Individuais, aponta o levantamento do Sebrae.

De acordo com o os empresários consultados, os maiores custos estão relacionados aos insumos/mercadorias – segundo 42% dos entrevistados –; dos combustíveis, para 24%; do aluguel, 13%; e da energia elétrica, 7%.