Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que 60% dos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil são diagnosticados tardiamente.

Pesquisa do instituto traz ainda uma previsão de que os tumores de cabeça e pescoço, que se localizam em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais, devem acometer cerca de 40 mil pessoas no país por ano.  

A campanha 'Julho Verde' alerta para o diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço para aumentar as chances de cura e diminuir as sequelas, que podem afetar a estética facial, a deglutição, a alimentação e a voz do paciente.

A oncologista Nara Andrade, do corpo clínico do Cetus Oncologia, diz que a pandemia afetou drasticamente o diagnóstico precoce já que as cirurgias eletivas, como as biópsias, foram suspensas.

O número de pessoas que deixou de realizar exames regulares desde o início da pandemia de Covid-19 é grande, o que contribui para dificultar o diagnóstico em estágio inicial. “O nosso receio é que em 2022 o número de casos de câncer aumente significativamente, e o que é pior, que sejam descobertos em estágio avançado”, alerta a oncologista.

Por isso, é fundamental estar atento a qualquer alteração, como feridas na boca e rouquidão que demorem mais de duas semanas para curar. Isso pode ser um indício de tumor.

Nara Andrade diz ainda que o consumo de álcool e de cigarros é o maior vilão para o surgimento desses tumores. Sexo oral sem o uso de preservativos também é um fator de risco para a população mais jovem por conta do papilomavírus humano (HPV), a infecção sexualmente transmissível (DST) mais comum.   

Acompanhe a entrevista na íntegra.