Acidentes de trânsito custam caro aos cofres públicos no país. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), Cerca de R$ 220 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil são destinados a custear hospital e a perda da capacidade produtiva das vítimas. Os levantamentos apontam ainda que 90% das ocorrências são causadas por erro humano.

A violência no trânsito também se reflete no número de mortes. Por ano, mais de 30 mil brasileiros perdem a vítima nos acidentes registrados. Por outro lado, 1,6 milhão de pessoas foram mutiladas ou ficaram com sequelas irreversíveis. A maioria delas tem de 15 a 39 anos e deixaram de produzir economicamente.

Especialista em Tecnologia de Tráfego, Arthur Santos Vieira afirma que “não existe vacina para a imprudência no trânsito”. Ao analisar o cenário no Brasil, ele compara as estatísticas às baixas de um país em guerra.  

Minas Gerais, com a maior malha rodoviária do país, é o segundo Estado com maior quantidade de ocorrências, perdendo apenas para São Paulo. Em 2018, gastou R$ 29 milhões com atendimentos aos desastres nas ruas dentros das cidades e nas rodovias.

Apesar da campanha do Maio Amarelo tentar conscientizar a população sobre os riscos de uma imprudência no trânsito, Arthur Santos Vieira acredita que os acidentes no país devem crescer por causa das mudanças no Código Brasileito de Trânsito (CBT). Motoristas infratores poderão acumular mais pontos até perderem a carteira: antes eram 20. Agora, 40.    

Acompanhe a entrevista na íntegra.