Quando se fala em Ferrari, logo surgem na memória modelos como Enzo, F40, 458 Italia, LaFerrari, FXX, F50, Testarossa e 288 GTO. Todos estes cavallinos de Maranello têm um ponto em comum. Eles têm motores centrais posteriores. Ou seja, propulsores montados atrás da cabine. 

No entanto, a Ferrari se fez com modelos Gran Turismo, seus belos cupês de capô longo, traseira curta com dois lugares ou os safadinhos 2+2 (que contam com dois pseudo-assentos traseiros) como nos Porsche 911. Nas pistas, é inegável a eficiência dos bólidos de motor central. Mas nem por isso a marca pretere seus GTs. A prova disso está no 812 Competizione. 

Trata-se de uma série especial derivada do 812 Superfast, aprimorada para o uso em pista, como foi a TDF para a F12 Berlinetta. No entanto, a Ferrari ainda elaborou uma opção roadster, batizada de Competizione A, com para-brisas e vidros que remetem aos antigos carros de corridas de teto aberto.

Brinquedo

A edição não é um carro homologado para competição. Ele não conta com restrições de volume de motor, assim como uso de elementos aerodinâmicos em conformidade com regulamentos por categoria. Trata-se de um carro em que seu proprietário pode extrair o máximo de performance e também rodar na rua.

A 812 Competizione passou por ajustes aerodinâmicos severos, com direito a novos para-choques, capô, substituição do pára-brisas traseiro por uma persiana. Na seção frontal, o novo para-choque conta com novos coletores para resfriamento dos freios e admissão. 

Visto de lateral, o que chama atenção são as rodas aro 20, com desenho exclusivo, calçadas com pneus Pirelli P-Zero 275/35 ZR20, na frente, e 315/35 ZR20, na traseira.

Na traseira, o bólido recebeu novos difusores de ar, para elevar o efeito solo, assim como novo aerofólio integrado. O carro ainda recebeu novas ponteiras de escapamento deslocadas para as extremidades do para-choque.

Por dentro, o 812 Competizione conta com bancos do tipo concha, volante com indicador de troca na parte superior do raio, ajuste de condução Manettino e botão de partida. O acabamento não sofreu reduções. O interior é forrado em alcântara e o carro manteve ar-condicionado, sistema de áudio e o mesmo quadro de instrumentos que combina dois monitores e o grande conta-giros analógico.

Na versão aberta, o que muda é o santo-antônio duplo atrás dos bancos, assim como o capô traseiro plano e o teto destacável.

Motor

A edição manteve o mesmo V12 6.5 com aspiração natural da Superfast. No entanto, a cavalaria saltou de 800 cv para 830 cv a absurdos 9.250 rpm. Já o torque é de 70,5 kgfm a 7 mil giros. O conjunto é complementado com transmissão de dupla embreagem de sete marchas F1 DCT e tração traseira.

Com peso de 1.487 kg, a 812 Competizione acelera de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos e atinge a velocidade máxima de 340 km/h. Segundo a Ferrari, o tempo de volta em Fiorano (circuito da marca, em Maranello) foi de 1m20s.