O mercado de automóveis elétricos vem engatinhando no Brasil. Falta de estrutura, boa vontade dos governos e incentivos tributários fazem com que esses carros sejam proibitivos para a esmagadora maioria da população. Mesmo assim, a indústria aposta no setor. A Renault lança o Zoe reestilizado e com fôlego revigorado. Isso porque ele ganhou novas baterias, que elevam sua autonomia para 385 quilômetros. Segundo a Renault, quando o carro foi lançado em 2013, suas baterias de cerca de 22 kWh ofereciam apenas 150 km de autonomia. 

Em 2018, quando o carro passou a ser vendido para o público geral, ele passou a contar com pilhas de 41 kWh, o que dobrou a autonomia. Agora o compacto passa a rodar quase 400 quilômetros com uma carga, graças às baterias de 52 kWh, que têm 12 módulos e a mesma densidade. 

O Zoe também pode ser carregado em correntes de 22 e 52 kWh. Isso permite regenerar 157 quilômetros em 30 minutos, quando carregado num eletroposto. Por outro lado, para recarga doméstica, a Renault recomenda a aquisição do carregador (Wallbox) de 7 kWh, que é incluso na versão topo de linha do carrinho.

Não que não se possa carregar na tomada 220V como a maioria dos carros. O problema é a demora para completar a carga. Ela não fala quanto tempo leva, mas o Chevrolet Bolt EV demora quase 48 horas para completar as baterias na tomada.

Fabricado em Flins, na região metropolitana de Paris, o Zoe foi o elétrico mais vendido da Europa em 2020. “Em um mercado elétrico em forte crescimento, a Renault confirmou sua liderança na Europa, com alta de 101,4% em comparação com 2019, ou seja, dobramos nossas vendas de veículos elétricos. O Zoe é o carro 100% elétrico campeão de vendas na Europa, com mais de 100 mil unidades vendidas no ano passado, e líder nos principais mercados como a França, que é a nossa casa, mas também na Alemanha, que é outro importante e disputado mercado. O novo Zoe E-Tech é um veículo que chega para fortalecer a nossa liderança na venda de veículos elétricos, também aqui no Brasil”, afirma Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil. 

Visual

Além de pilhas mais fortes, o francês também passou por um tapinha visual, que conta com novos faróis, lanternas e para-choques, assim como rodas aro 16. A carroceria é a mesma.

Por dentro, ele conta com quadro de instrumentos de 10 polegadas e multimídia de sete polegadas, assim como ar-condicionado digital, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, acendimento automático dos faróis, com ajuste de facho alto, câmera de ré, freio de estacionamento eletrônico, alerta de ponto cego, dentre outros recurso.

Motor

Se as baterias ficaram mais fortes, o motor também está mais esperto. O Zoe E-Tech é equipado com unidade de 135 cv e 24,5 kgfm, que permitem acelerar de 0 a 100 km/h em 9,0 segundos. 

Ele está longe de oferecer o mesmo conjunto que seu rival direto, o Chevrolet Bolt EV. Por outro lado, o Zoe é mais acessível. Enquanto o compacto da GM custa quase R$ 280 mil, o Zoe parte de R$ 204 mil na versão de entrada e chega a R$ 219.990, na versão Intense.

On demand

Pelo desembolso de R$ 200 mil numa tacada, sem saber se o elétrico vai resolver as necessidades do consumidor, a Renault também oferece o carrinho no serviço de assinatura Renault On Demand. O preço da mensalidade do Zoe é de R$ 3.890. Barato não é, mas dá para o cliente avaliar se vale ou não comprar o carro.