Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte (Sindilojas), de 12 a 13 de abril, indicou que 42% dos comerciantes da capital mineira não pagaram os salários dos funcionários referentes ao mês de março. Por conta da crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, a instituição solicitou ao prefeito Alexandre Kalil (PSD), através de um ofício, uma nova flexibilização.

O levantamento ouviu donos de 459 micro e médias empresas da capital, e o resultado preocupa os representantes. "Diante do exposto, o Sindilojas demonstra a real necessidade desta administração em promover todos os esforços possíveis no sentido de autorizar a reabertura e funcionamento do comércio de Belo Horizonte, em caráter urgente", diz o documento.

Segundo o presidente do sindicato, Nadim Donato, os comerciantes não têm mais condições de continuar com os estabelecimentos fechados. "O endividamento está enorme, as empresas estão devendo de três a seis meses do faturamento", disse em entrevista na sede Prefeitura de BH.

Hoje, o chefe do Executivo municipal e o Comitê de Enfrentamento à Pandemia se reúnem para decidir se haverá mudanças no funcionamento da cidade. No entanto, depende de uma melhora nos indicadores que monitoram o vírus na metrópole, fato que foi observado nos últimos dias.

Antes do encontro, Nadim apresentou o estudo feito pelo sindicado aos secretários e infectologistas e reforçou a necessidade da volta das atividades comerciais. "Entendo a situação da saúde. Nós estamos colaborando. Agora, não é mais culpa do comércio. Não temos mais o que fazer. De 13 meses (de pandemia), estamos fechados há sete", afirmou.

De acordo com o dirigente, o pedido visa aproveitar o Dia das Mães, segunda data mais importante para o comércio, atrás apenas do Natal. "Tivemos algumas experiências no ano passado de trabalhar quatro dias e ficarmos três fechados. Não tem problema se ajudar na saúde", concluiu.

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