Os fabricantes japoneses conquistaram espaço nos mercados europeu e norte-americano primeiramente com compactos de baixo custo e, posteriormente, com esportivos leves, para suprir a demanda dos grandes muscle cars, sepultados pela Crise do Petróleo dos anos 1970. Apesar de no Velho Mundo não existir espaço para os grandalhões de Detroit, comprar um japonesinho apimentado era a realidade de quem não poderia levar um Porsche ou modelos de marcas ainda mais “platônicas” para a garagem.

Assim, os esportivos nipônicos invadiram o mundo. Chegaram ao Brasil com a abertura das importações a partir de 1991. Mas nos últimos 15 anos eles foram minguando. Os japoneses passaram a apostar em outros segmentos, como os de SUVs e as poucas opções que restaram se tornaram tão caras como um 911 ou uma Ferrari.

E foi assim que em 2012, Toyota e Subaru apresentaram seu esportivo compacto, fabricado a quatro mãos. A Subaru vendia o carro como BRZ, enquanto a Toyota vendia o carrinho como 86, GT86 e até mesmo com Scion FR-S. Agora o cupê chega em sua segunda geração e passa a se chamar GR 86 na Toyota.

A nova denominação chega para colocar ordem na casa. Afinal, o mesmo carro era vendido com três nomes diferentes. Os números são uma referência à emblemática geração AE86 do Corolla, com sua versão fastback. E a adoção do GR também insere o modelo na linhagem esportiva assinada pela Gazoo Racing, que é a divisão de alto desempenho da fabricante japonesa.

Visualmente, o GR 86 segue a proposta do modelo original, com capô longo e traseira curta. As proporções foram mantidas, o que faz desse carrinho um grande barato. Faróis, para-choques, lanternas, tampa do porta-malas, capô e até mesmo as janelas espias foram redesenhadas, com um desenho mais limpo, sem tantos recortes como no caso do GR Supra. 

Entre o GR 86 e o BRZ o que muda mesmo são pequenos detalhes nos para-choques, faróis e lanternas. Conjunto mecânico e estrutura são os mesmos.

Motor

Sob o capô redesenhado o GR 86 é equipado com motor boxer 2.4 aspirado de 235 cv e 25,5 kgfm de torque. Como todo bom esportivo japonês, o pico de potência aparece aos 7 mil rpm, enquanto a oferta máxima de torque surge aos 3.500 giros. 

Ou seja, um carro que entrega força sem exigir muito do motor no uso cotidiano, mas ao mesmo tempo com um temperamento arisco quando se busca performance. O conjunto é completado com transmissão manual de seis marchas e tração traseira. 

Para os mais preguiçosos há opção de caixa automática de seis marchas. Elementos que fazem desse carro um dos esportivos mais puristas que se pode comprar.