Um dos principais problemas enfrentados pelo contribuinte que levam milhares de pessoas a caírem na malha fina da Receita Federal tem sido erros de digitação, segundo Cleiton Santos, gerente da BDO. “Ao acessar o programa do Imposto de Renda, o contribuinte deve preencher, juntar toda a documentação, mas não deve entregar imediatamente. No dia seguinte, pega novamente a documentação e revisa, antes de enviar, porque o sistema da Receita Federal processa a declaração em segundos”, lembra.

Imposto de RendaContribuinte deve incluir da declaração o valor exato informado pela empresa na Dirf

Outro erro comum do contribuinte é a declaração de valores diferentes dos informados pela fonte pagadora no comprovante de rendimentos pagos e de imposto sobre a renda retido na fonte. “Se o empregador informou que pagou R$ 29 mil, mas quando o contribuinte for preencher a declaração e colocar R$ 28.895,00 ou R$ 29.100, automaticamente já caiu na malha fina, porque são informações divergentes”, explica, lembrando que pequenos erros a declaração pode acabar sendo processada, mas normalmente valores diferentes a declaração acaba sendo retida.

O contribuinte também deve estar atento às contribuições feitas à previdência privada na modalidade PGBL, que permite a dedução na base de cálculo do imposto de renda anual em até 12%. No entanto, quando a pessoa resgata esse valor, esquece de solicitar à instituição previdenciária privada o comprovante anual de rendimentos. “Em tenho uma conta de PGBL de R$ 1 mil, que resolvi resgatar. O banco vai depositar na minha conta R$ 850 e R$ 150 fica retido na fonte. Na declaração do ano seguinte, o contribuinte tem que informar que resgatou R$ 1 mil e que teve R$ 150 retido na fonte. Se ele não faz isso, automaticamente cai na malha fina”, enfatiza.

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