Priorizar as políticas para a mulher, valorizar o funcionalismo e gerar incentivos para afastar a população mais vulnerável da criminalidade, humanizando a capital. Essas são algumas das propostas do candidato Cabo Xavier, do PMB, para uma eventual gestão na Prefeitura de Belo Horizonte. Terceiro postulante ao cargo entrevistado na série de lives do Jornal Hoje em Dia, ele falou sobre seus planos.

 

"É preciso cuidar das mazelas sociais que levam ao avanço da criminalidade em geral. Uma delas é a educação, inserção do jovem no mercado de trabalho, oferecer escola integral. Meu projeto de governo passa pela valorização do profissional municipal da saúde, educação e segurança. É fundamental ainda dotar a segurança pública de tecnologias que possam aumentar sua eficiência, como o monitoramento remoto e o aumento no número de câmeras pela cidade. E restabelecer a guarda a pé, aproximar o agente público das pessoas. A Guarda Municipal é a polícia cidadã".

Candidato por uma legenda que representa a mulher, o Cabo Xavier lembrou que, até mesmo por exigência da Lei Eleitoral, nenhuma legenda pode apresentar restrição de gênero. E ressaltou que as políticas públicas para a população feminina serão sua prioridade. "A mulher até hoje sofre preconceito, é colocada em segundo plano, não tem o mesmo reconhecimento profissional. Queremos quebrar esse preconceito. Por que não pode um homem abraçar a causa?  Na nossa cidade, 52% da população é feminina, e a grande maioria é de mães. A mulher enfrenta uma mobilidade urbana péssima na cidade, trabalha o dia inteiro e ainda tem de cuidar da casa, dos filhos. Uma das medidas será ampliar as creches e os locais de atendimento, com alimentação e tratamento adequado. Queremos oferecer ainda orientação de economia doméstica e planejamento familiar para as mães. Isso impacta na segurança, na educação".

Com relação aos impactos econômicos provocados pela pandemia na capital, o candidato defendeu maior incentivo ao micro e pequeno empreendedor, que teria sido deixado de lado nos programas públicos de ajuda. "Para as grandes empresas houve medidas de ajuda, para as pessoas das classes C e D também, mas foi esquecida a classe média, os pequenos comerciantes, microempresários. Eles é que produzem a maior parte do PIB. Precisamos resgatar essas pessoas para o desenvolvimento econômico. Pretendo estabelecer uma parceria público-privada de incentivo ao fomento econômico. Apostar no Cooperativismo, oferecer, dentro do possível, a isenção de tributos e a renegociação de dívidas. E criar um banco municipal para o incentivo da atividade econômica".

Confira o cronograma de lives:

Arte Cazeca

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