Depois de amargar retração de 30% nos negócios entre 2014 e 2018, bares e restaurantes de Belo Horizonte e Nova Lima começam a sentir o sabor da retomada econômica. Embora ainda estejamos em outubro, várias casas já têm datas fechadas para as confraternizações de fim de ano. Ao contrário do que aconteceu no passado, a maioria dos encontros será bancada pelas empresas, indicando melhora na confiança do empresariado e do ticket médio e aumentando o número de temporários contratados. 

No Templo Cervejeiro Backer, localizado no bairro Olhos D’água, região Oeste de Belo Horizonte, a previsão é a de aumentar em pelo menos 20% o faturamento decorrente das reservas realizadas para as festas de fim de ano. De acordo com a gerente de Marketing do local, Tatiana Paro, em novembro há pelo menos cinco eventos confirmados. 

]“Precisamos de pelo menos 20 pessoas para fechar um espaço. Conseguimos atender a até 500 pessoas simultaneamente. Já temos várias datas fechadas em novembro e dezembro. Às terças conseguimos fechar a casa toda e em janeiro conseguimos preços especiais”, afirma Tatiana. De acordo com ela, cerca de seis postos de trabalho serão gerados para atender aos clientes.

No Baby Beef, com duas casas em Belo Horizonte, até 20 postos de trabalho freelancer são criados durante as confraternizações de fim de ano. Para este ano, a previsão é de 15% de aumento no número de encontros empresariais realizados no local. 

De acordo com o proprietário da churrascaria, Yago Furlan, de segunda até quarta-feira é possível oferecer descontos para confraternizações de grupos a partir de sete pessoas. 

Na unidade da Cristiano Machado, cabem 425 pessoas. Na Raja Gabáglia, 394. “A procura este ano aumentou muito. A economia está aquecendo”, comemora.

Localizado dentro do Museu Abílio Barreto, o tradicional restaurante português Caravela projeta aumento considerável nas reservas empresariais para 2019. De acordo com o proprietário, Cristóvão Laruça, em 2019 a maioria dos encontros será patrocinado pelas empresas. 

“No ano passado foram muitas reservas também, mas os funcionários pagavam a própria conta. Este ano está diferente. Quando a empresa fecha um pacote, o ticket médio é maior”, afirma.

Do mesmo dono, o Capitão Leitão, localizado em Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte, também está de portas abertas para as comemorações. Inaugurada este ano, a casa é mais despojada.

“As cotações e reservas já começaram e prometem ser altas. A casa é bem despojada e muito charmosa, tem atraído bem o público”, prevê Laruça.

 

Hotel disponibiliza ‘terraço’ e já fechou quase dez contratos
 

Com 14 andares, o hotel BHB, localizado na região Nordeste de Belo Horizonte, vai disponibilizar o roof top para eventos corporativos de fim de ano. E a vista de tirar o fôlego tem agradado às empresas, que procuram com intensidade a casa. 

“Ano passado nós não investimos nas confraternizações no roof top, mas percebemos que seria um bom negócio. Em 15 dias de campanha já temos 10 negociações quase finalizadas. A procura está muito alta”, comemora a gerente de Marketing do local, Rebecca Freitas.

A ideia surgiu depois de realizar algumas festas no terraço. “Percebemos que poucos lugares de Belo Horizonte teriam uma vista tão bonita e resolvemos apostar. Tem dado certo”, diz Rebecca. 

A ideia é montar uma estrutura mais despojada, com bufês de churrasco ou comida de boteco. No entanto, o cliente pode optar por coquetel ou, até mesmo, um jantar.

Embora a capacidade da casa seja de 500 pessoas, as negociações giram em torno de grupos de 20 a 300. “A maior parte dos contratantes é da região”, comenta a gerente de Marketing. 

Como a casa recentemente mais do que dobrou o número de funcionários para atender aos eventos, novas contratações não serão feitas. “Eram 30 funcionários, hoje são 70”, pondera.

Na unidade do Vila da Serra do Mocca Café, em Nova Lima, as entrevistas para fechar o quatro de empregados para o fim do ano já começaram. Pelo menos três temporários serão selecionados, conforme a proprietária, Adriana Martins Gomes. 

A ideia é melhorar o atendimento durante as confraternizações. Seis datas de dezembro já foram fechadas para eventos corporativos e as procuras têm sido altas. 

“Atendemos grupos de 70 a 200 pessoas com jantares ou coquetéis. Muitas empresas que fecharam ano passado voltaram a nos procurar. Novos clientes também têm nos procurado bastante”, diz Adriana.

O tradicional Quinto do Ouro, restaurante que fica dentro do hotel Ouro Minas, na região Nordeste de Belo Horizonte, também conta com os clientes fiéis e com a versatilidade para fechar os pacotes de fim de ano.

“O restaurante é bastante procurado nestas épocas, mas este ano estamos mais confiantes”, afirma a gerente de Marketing, Monaline Alvarenga. Além do restaurante, o hotel oferece os salões para a realização dos encontros.