Uma audiência convocada para debater a situação de moradores da ocupação Vila Nova, às margens da BR-356, no bairro Olhos D’água, na região Oeste de Belo Horizonte, foi marcada por bate-boca e confusão na manhã desta terça-feira (4), na Câmara Municipal de Vereadores. Integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e moradores discordaram de muitos assuntos e trocaram farpas. 

O terreno onde fica a ocupação é vizinho à estação Cercadinho - uma área de preservação ambiental - e pertence à União. Na semana passada, a Superintendência de Patrimônio da União foi ao local para fazer a reintegração de posse. Algumas moradias foram demolidas e moradores retirados. 

As pessoas que permaneceram foram intimadas a deixarem os imóveis construídos em até 60 dias. A audiência nesta manhã foi convocada, justamente, para definir a situação deste grupo. 

Entretanto, integrantes da ocupação se desentenderam com o líder de governo no Legislativo, vereador Léo Burguês. Socos na mesa e gritos entre as partes foram ouvidos nos corredores da Câmara e a segurança no Plenário Camil Caram, onde ocorria a audiência, foi reforçada com guardas municipais e funcionários do legislativo. 

Durante o bate-boca, os moradores da ocupação acusaram o vereador de não respeitar a situação vivenciada por eles. O parlamentar também foi criticado por Helder Magno da Silva, procurador da República pelo MPF em Minas, por causa da discussão com os moradores. 

O político, no entanto, afirmou que apenas se defendeu de ofensas pessoais. “Faltou educação das pessoas. A reintegração de posse é de responsabilidade da União e só convocamos a audiência para tentar ajudar essas pessoas”, justificou.

Leia mais:
Despejo de moradores de área federal às margens da BR-356 corre risco de ser em vão