Uma barragem no distrito de Engenheiro Dolabela, em Bocaiuva, no Norte de Minas, começou a ser esvaziada para reduzir o risco de um colapso e, consequentemente, uma nova tragédia em Minas. Uma reunião realizada nessa terça-feira (5) na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) debateu a situação da barragem da Caatinga.

A estrutura tem capacidade para armazenar 23 milhões de metros cúbicos de água. A barragem cruza o assentamento Betinho, o maior do Estado, onde 760 famílias vivem apreensivas desde 2017, quando foram registrados problemas no local.

Na época, uma estrutura de concreto chegou a ser arrastada durante um temporal e o Comitê da Bacia Hidrográfica da região aprovou documento alertando sobre "o risco de morte iminente das famílias assentadas" e o "desabastecimento do distrito de Engenheiro Dolabela".

O Incra informou que a decisão "pelo descomissionamento total da barragem" foi deliberada pelo Comitê de Decisão Regional do órgão em Minas. Informou, ainda, que "por ora, a primeira medida tomada foi a abertura total da comporta para a diminuição gradual do nível de água com consequente diminuição do risco apontado, inicialmente, pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Jequitaí e do Pacuí".

O Incra diz que vem realizando uma "série de reuniões com entidades relacionadas à estrutura para definir as próximas ações a respeito". O encontro desta terça-feira, 5, contou com representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Bocaiuva, com vereadores e outras autoridades do município.

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