Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) participou de encontro com empresários mineiros no Teatro Sesiminas, nesta segunda-feira (30), e defendeu um conjunto de reformas para o país, caso seja eleito no pleito de outubro.

Convidado pelo presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, a discursar para o empresariado mineiro, Alckimin esteve ao lado de Antonio Anastasia (PSDB), pré-candidato ao governo de Minas, e reforçou a parceria que pretende fazer com o senador mineiro, em caso de vitória de ambos nas eleições. “Minas é o estado que vai ter por justiça, se Deus quiser, a maior parceria com o Governo Federal. Eu dei a minha pequena contribuição para convencer o Anastasia (a concorrer no pleito deste ano)”, disse Alckmin.

Em discurso direcionado aos empresários, Alckmin criticou a situação fiscal do Brasil, dizendo que o próximo presidente eleito terá que lidar com uma dívida de R$ 139 bilhões. Nesse contexto, o tucano propôs um conjunto de reformas a serem apresentadas em janeiro, caso vença as eleições. Entre elas, a reforma política, com objetivo de reduzir os 35 atuais partidos existentes no país, a reforma tributária, com a substituição de pelo menos cinco impostos pelo  Imposto sobre Valor Agregado (IVA); e a reforma previdenciária.

“As reformas terão que ser rápidas. Temos um grupo de economistas, toto mundo trabalhando para ter todas as reformas preparadinhas e apresentá-las em janeiro”, disse Alckmin.

No âmbito das alianças políticas, após o empresário Josué Alencar (PR) declinar do convite para assumir como vice do tucano, Alckmin disse que a escolha do vice será feita até o próximo sábado (4), na convenção nacional do PSDB que irá oficializar o tucano como pré-candidato ao Planalto. “(O vice) não será de São Paulo, não será do meu partido, temos bons nomes e vamos procurar escolher essa semana”, disse o presidenciável.

Sobre a ausência de Aécio Neves (PSDB) nos eventos do partido, Alckmin não confirmou a presença do tucano na convenção a ser realizada em São Paulo e disse apenas que Aécio “será muito bem vindo se vier”.