O número de consumidores endividados em Belo Horizonte registrou queda de 0,49%, em abril deste ano na comparação com o mesmo mês de 2016, quando foi registrado alta de 5,64%. Os dados apresentados nesta sequnda-feira (15) são do Serviço de Proteção ao Crédito da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte. Para o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, essa retração é resultado da desaceleração da inflação, aliada à queda na taxa de juros, o que facilita a negociação da dívida. “A melhora desses indicadores, somada à entrada de recursos extras do FGTS, está possibilitando à população quitar seus débitos”, afirma. 

Ainda de acordo com a pesquisa, o número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, apresentou queda de 29,30%. Já a faixa etária acima de 50 anos, registrou alta de 31,39%. Falci explica que esses dados mostram uma tendência que já vem sendo observada desde o início do ano. “A redução entre os mais jovens se justifica pela entrada tardia no mercado de trabalho. Sem renda, não há consumo e, portanto, o endividamento é menor. Por outro lado, os adultos acima de 50 anos, que são responsáveis financeiros pelas famílias, sentiram mais o impacto do aumento do custo de vida e a redução na renda”, ressalta.

Dívidas em atraso

O indicador de dívidas em atraso junto ao SPC apresentou, em abril de 2017, queda 5,10% em relação ao mesmo período do ano passado. “Esse recuo está relacionado ao receio da população em consumir, devido ao alto índice de desemprego, mas também em função dos recursos extras do FGTS”, explica o dirigente da CDL/BH.

Nesse caso, a maioria das dívidas no SPC da CDL/BH está concentrada nas mãs de pessoas acima de 50 anos (+26,21%). De acordo com pesquisa do Perfil do Inadimplente, a dívida média dos idosos gira em torno de R$ 2.156,00.

Inadimplência de pessoas jurídicas está maior

O levantamento da CDL/BH também analisou a situação das empresas da capital mineira. Em abril de 2017, houve crescimento de 8,93% no número de pessoas jurídicas endividadas, na comparação com o mesmo mês de 2016. “Aumento dos custos, queda nas receitas e, consequentemente, nos lucros impactam diretamente a capacidade de pagamento das empresas”, analisa Bruno Falci. O presidente da CDL/BH ressalta, porém, que mesmo em alta, esse crescimento vem desacelerando. 

Com relação ao número de dívidas em atraso de pessoas jurídicas junto ao SPC, no mês de abril de 2017 foi registrado crescimento de 5,91% em relação ao mesmo período de 2016. “O momento adverso da economia fez com que o consumo das famílias desacelerasse, devido à falta de confiança e ao desemprego. Esses fatores afetam diretamente a receita das empresas”, afirma Falci. 

Leia mais:
Vendas no Dia das Mães voltam a crescer após três anos