O vereador e presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Welligton Magalhães, é o principal alvo da operação "Santo de Casa", que investiga crimes contra a administração pública, dentre eles fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, desvio e lavagem de dinheiro, todos envolvendo contratações irregulares de serviços de publicidade da Casa.

Conforme o Ministério Público, o parlamentar teria comprado mansões cinematográficas, carros de luxo e outros bens no próprio nome e também no de laranjas com dinheiro desviado do município. O caso está sendo investigado desde abril deste ano e, segundo as primeiras apurações, a fraude pode ter causado um rombo de aproximadamente R$ 10 milhões somente em 2015, já que os gastos de publicidade da Câmara saltaram de R$ 7,5 milhões para R$ 18 milhões.

Por meio de nota, o MP informou que encontrou evidência de pagamentos para a empresas de fachadas para prestação de serviços fictícios de publicidade. "Há indícios de que o patrimônio do vereador, desde que assumiu a presidência da Câmara, tenha crescido desproporcionalmente em relação à sua única fonte de renda oficialmente declarada perante a Receita Federal e Justiça Eleitoral por ocasião de sua candidatura para a legislatura de 2012/2016".

Com o dinheiro supostamente adquirido de forma ilegal, ele teria comprado, por exemplo, uma mansão 1.700 m2 na orla da Lagoa da Pampulha, onde foi procurado nesta terça-feira (6) para ser conduzido coercitivamente. Contudo, o vereador não foi localizado no imóvel nem em outras propriedades que possui, no Condomínio Aldeias do Lago, em Esmeraldas, na Grande BH, e em um condomínio de Sete Lagoas, na Região Central de Minas.

Além de Magalhães, outros seis mandados de condução coercitiva e outros de busca e apreensão estão sendo cumpridos. A Justiça estadual determinou ainda a suspensão do cargo eletivo do vereador por 60 dias, que deverá ser estendida caso assuma o novo mandato parlamentar.

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Wellington Magalhães
Wellington Magalhães é alvo da operação "Santo de Casa"