A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deixou o ranking das 50 melhores universidades do chamado Brics, grupo de países emergentes do qual fazem parte Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics). Ao menos na contagem da consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). Na edição do ano passado a instituição mineira havia ficado na 41ª colocação. A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também deicaram a lista.

Atualmente o Brasil conta com sete universidades no ranking, sendo a Universidade de São paulo (USP) a mais bem colocada, no décimo lugar. Na lista das dez principais instituições, a China lidera com 7 universidades. Brasil, Índia e Rússia têm apenas uma instituição cada uma nessa lista.

A análise incluiu o rendimento das 250 melhores universidades das cinco nações que compõem o Brics. O Brasil é o terceiro com o maior número de universidades, com 54 instituições no ranking. O país fica atrás da China que tem 86 instituições e a Rússia, com 55.

Critérios

O ranking QS é elaborado com base em oito indicadores de desempenho: reputação no meio acadêmico, no mercado de trabalho, reputação de professores, taxa de professores com doutorado, de artigos indexados por professor, citações por artigo, taxa de professores estrangeiros e taxa de estudantes estrangeiros.

Os dois últimos quesitos, que em geral desfavorecem as universidades brasileiras, respondem por 5% do cálculo. Metade dele leva em conta a reputação no meio acadêmico (30%) e no mercado de trabalho (20%). A USP, por exemplo, é avaliada com 100% de desempenho nos quesitos de reputação acadêmica e de professores e na taxa de professores com doutorado. Mas é avaliada com 77,4% em citações por artigo e 43% na taxa de estudantes e professores estrangeiros.

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(*)Com Estadão Conteúdo