Os professores da rede estadual vão realizar manifestação na próxima semana para demonstrar a insatisfação com as recentes ações do governo. O ato, marcado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE) para a sexta-feira (5), vai cobrar a imediata aplicação do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional, de 11,36%, o pagamento do mês de janeiro aos ex-efetivados da Lei 100 e ainda será um protesto contra o parcelamento dos salários do funcionalismo. Segundo o sindicato, a folha de janeiro, que será paga em fevereiro, "foi fechada" sem o reajuste acordado. 
 
"O acordo assinado em governo, que virou lei, prevê o pagamento integral do reajuste para a categoria. Não aceitamos debater isso. A categoria sequer foi procurada para falar sobre o assunto", afirma a coordenadora-geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira. A lei, sancionada pelo governador Fernando Pimentel, determina que o piso nacional seja automaticamente aplicado ao salário dos profissionais mineiros.
 
O sindicato solicitou uma reunião com representantes da Secretaria de Planejamento e Gestão para tratar da imediata aplicação do índice do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional retroativo a janeiro de 2016, além do rateio de férias dos efetivados e perícia médica. A reunião, segundo a categoria, não foi agendada.
 
A manifestação da próxima semana vai acontecer na Cidade Administrativa, e deve mobilizar os educadores de todo o Estado, com caravanas vindas de diversas as regiões. “Essa será a nossa primeira mobilização do ano. Na verdade, vivemos hoje um momento de resistência quando deveríamos já estar colhendo os frutos das conquistas alcançadas com a Lei 21.710/15, a Lei do Piso, sancionada em 30 de junho, pelo governador Fernando Pimentel”, diz Beatriz.
 

Escalonamento
No último dia 15, após dois meses de atraso na data do pagamento dos servidores públicos (dezembro de 2015 e janeiro de 2016), o governo do Estado fez uma reunião com entidades representativas do funcionalismo, quando apresentou um cronograma de pagamento do funcionalismo para os meses de fevereiro, março e abril deste ano. Segundo avaliação do sindicato, foi uma reunião simplesmente para dar informes e não negociar.

“Para enfrentarmos a agenda e essa forma de fazer política sem diálogo, o funcionalismo público só terá uma saída: a mobilização, uma vez que esse governo tem adotado a prática de simplesmente encaminhar informações ao invés de escutar e construir para governar. Não aceitamos retrocesso, queremos o cumprimentos do que foi assinado!”, afirma Beatriz.

Resposta

Em nota, o governo informou que "irá cumprir o que foi pactuado no acordo sindical com a Educação e que, neste momento, está estudando as formas de como este pagamento poderá ser feito e deverá agendar para os próximos dias uma reunião com as entidades representativas dos servidores pra adequar o assunto".