Depois de um leilão sem interessados no ano passado, em que não conseguiu vender 20 imóveis, o governo federal tentará novamente arrecadar recursos se desfazendo de patrimônio. A meta para 2016 é de alcançar R$ 1,7 bilhão com a venda de 679 imóveis.

A medida faz parte do ajuste fiscal, anunciado em 2015 pelo governo federal. A relação dos primeiros 239 imóveis que serão oferecidos em leilão foi divulgada nessa terça (19), no Diário Oficial da União.

Desta vez, para evitar que o insucesso se repita, o Ministério do Planejamento firmou contrato com a Caixa para realizar a comercialização.

Minas Gerais, com 58 unidades, e Distrito Federal, com 61, concentram a maior parte dos bens que serão colocados à venda. Os outros 120 estão distribuídos em 21 estados.

Em território mineiro a maior parte dos imóveis está localizada em Santos Dumont (20) e Teófilo Otoni (16). Ainda há terrenos em Prata, Uberaba, Barbacena, Caratinga, Conselheiro Lafaiete, Delfim Moreira, Delta, Formiga, Itanhandu, Manhuaçu, Manhumirim, Palma, Ponte Nova, São Pedro da União, São Tomás de Aquino e Visconde do Rio Branco.

O Ministério do Planejamento anunciou que pretende fazer as primeiras vendas em até 45 dias. No entanto, o valor estimados para esses primeiros 239 imóveis não foi divulgado pelo ministério.

O contrato assinado com a Caixa permite ao banco público ficar com 3,5% do valor total arrecadado.

“É menos que um corretor, menos que um leiloeiro judicial”, afirmou o secretário do Patrimônio da União, Guilherme Estrada Rodrigues.

Ele afirmou que o financiamento e os valores seguirão regras de mercado, sem novas linhas de crédito ou benefícios específicos.

*Com Agência Estado