O governador Fernando Pimentel anunciou, nesta quinta-feira (17), a liberação de R$ 300 milhões para reformar cerca de mil escolas públicas da rede estadual em 2016. Outras 55 unidades escolares serão construídas no ano que vem por meio de Parceria Público Privada (PPP).

O comunicado foi feito durante a cerimônia de premiação de estudantes e professores mineiros que se destacaram na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Pimentel assinou os despachos que autorizam a Secretaria Estadual de Educação a publicar um Procedimento de

Manifestação de Interesse (PMI) para estabelecimento de para a construção das escolas no Estado. “É uma alegria grande ver que o trabalho dos professoras das redes estadual e municipal está tendo sucesso. Pelo sétimo ano consecutivo, Minas Gerais tem os melhores resultados na Obmep”, disse.

O governador reconheceu que as conquistas na Olimpíada foram alcançadas devido ao esforço de alunos e professores, e que o Estado tem que investir mais para superar o déficit na Educação. “Com todas as dificuldades que os alunos têm, estão vencendo e sendo motivados pelos professores, que se esforçam para oferecer um modelo adequado de ensino. Temos que fazer justiça, os resultados até agora têm muito mais a ver com o trabalho deles, mas vamos corrigir isso”, afirmou.

Segundo ele, o acordo assinado com os professores, que trata do reajuste salarial, será honrado até 2017. “Vamos pagar a segunda parcela no ano que vem e até 2017 teremos resolvido esse problema”.

Impeachment
Questionado sobre a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de validar a votação na Câmara dos Deputados que elegeu comissão para analisar o pedido de impeachment da presidente, Pimentel reafirmou o apoio a Dilma e disse que o rito deverá ser respeitado.

“O Judiciário age dentro da lei, se o ministro entendeu desta forma, é porque esta é a forma adequada e deverá ser seguida. Já manifestei que acho que o impeachment é inadequado, absolutamente insustentável do ponto de vista jurídico. Não há nenhum motivo para o Brasil estar paralisado discutindo uma coisa que não tem razão jurídica. Mas vamos respeitar o rito constitucional, o Supremo determinou, então a Câmara fará o trabalho dela, posteriormente o Senado. E eu quero crer e espero ardentemente que rejeito este pedido para que o Brasil comece a funcionar adequadamente”.