Alvo de investigação da Polícia Federal, o governador Fernando Pimentel reconheceu ontem estar passando por um momento delicado na vida pública.

Ao encerrar discurso em evento da área da saúde, no Palácio da Liberdade, Pimentel citou uma passagem que teve com o ex-prefeito Célio de Castro, padrinho político dele, para comentar indiretamente as acusações da operação Acrônimo. Vice-prefeito no primeiro mandato de Célio, morto em 2008, o petista assumiu a PBH após o titular ter ficado doente, e depois se reelegeu para um segundo mandato.

“E aí encerro lembrando uma lição também de um médico, já falecido, o querido amigo prefeito Célio de Castro. E essa é uma lição importante pra nós, especialmente nesse momento difícil da vida pública. Certa vez, o Célio me disse assim – ele era mais velho do que nós: Olha, Fernando, você vai ter uma carreira pública mais longa que a minha. Então vou dizer uma coisa. Na vida pública, a gente tem muitos aborrecimentos, sofre muitas injustiças, críticas maldosas, enfim, não vai ser fácil”, afirmou.

E continuou lembrando a fala do ex-prefeito. “Você vai ver que tem muito mais aborrecimento e descontentamento do que alegria. Mas tem alegria também. E de vez em quando você vai ter uma. Quando você tiver, segura aquela alegria. Guarda ela no coração pra você atravessar quem sabe uma semana, 10 dias, um mês, até ter outra. Elas são raras. Aproveita bem. E hoje (ontem) é uma manhã de alegria pra mim. Então que essa alegria se repita nos pacientes que vamos atender”, finalizou.