O Ministério Público Federal (MPF) acusa os donos da Embraforte Segurança e Transporte de Valores Ltda, Marcos André Paes de Vilhena e seus filhos, Marcos Felipe Gonçalves de Vilhena e Pedro Henrique Gonçalves de Vilhena, além do gerente Mário Pereira de Carvalho e do supervisor de Tesouraria, Lucas Alves Pereira, de terem se apropriado de R$ 8,8 milhões de reais do dinheiro em espécie que a Caixa Econômica Federal. Por isso, os denunciou pelos crimes de peculato e formação de quadrilha.

No dia 3 de setembro a Justiça Federal já havia expedido mandados de prisão os irmãos e o pai, mas apenas Pedro Henrique Vilhena foi preso. Seu pai, Marcos André Vilhena, e seu irmão, Marcos Felipe Vilhena, estão foragidos.

De acordo com a denúncia do MPF, os acusados teriam desviado e se apropriado os valores que a Caixa confiava à empresa para ser transportado para o abastecimento de agências e terminais eletrônicos. A empresa também recolhia, diariamente, as arrecadações em casas lotéricas.

O golpe foi percebido em setembro e outubro de 2013, quando a Caixa descobriu irregularidades. Um exemplo citado pela procuradoria aconteceu no dia 25 de setembro, quando verificou-se uma divergência de R$ 1.606.000,00 entre o saldo físico (que era o valor entregue à empresa para ser transportado) e o saldo contábil (valor apurado no final do dia, após as entradas e saídas de numerário ocorridas durante o transporte). Nos dias 18, 19, 20 e 21 de outubro, a CEF detectou que a Embraforte não abasteceu 41 terminais de autoatendimento.

Após a constatação dessas e de outras irregularidades, a empresa foi notificada para se manifestar sobre os fatos, mas se manteve inerte, o que obrigou a Caixa a ajuizar ação cautelar para reaver o dinheiro em poder da Embraforte.

No dia do cumprimento da ordem judicial de busca e apreensão, os acusados Mário Pereira e Lucas Alves teriam retirado cerca de 740 mil reais do cofre e acondicionado em sacos de ráfia, escondendo-os, posteriormente, na sala próxima ao "passa-malote", ao lado da sala de armamento, para evitar sua apreensão pelo oficial de justiça, conforme depoimentos de empregados da Embraforte à Polícia Federal.

O Hoje em Dia ainda não conseguiu contato com os acusados.

* Com informações da assessoria de imprensa da Assessoria de Comunicação Social do MPF em Minas Gerais