Aviões turcos atingiram campos pertencentes a militantes curdos no norte do Iraque, disseram autoridades neste sábado. Estes são os primeiros ataques desde um acordo de paz feito em 2013. Além disso, os bombardeios nos campos do Estado Islâmico na Síria continuam sendo realizados.

Os ataques no Iraque tinham como alvo o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ou PKK, que é considerado um grupo terrorista e cujos militantes têm lutado contra o grupo Estado Islâmico. Os ataques se complicaram ainda mais com a guerra liderada pela colalizão liderada pelos EUA contra os extremistas, que têm invocado forças terrestres curdas para capturar cidades no Iraque e na Síria.

O porta-voz do PKK no Iraque, Zagros Hiwa, que tem lutado pela autonomia da Turquia desde 1984 e é considerado uma organização terrorista por Ancara e por seus aliados, disse que os ataques provavelmente significavam o fim do acordo de paz.

"A Turquia, basicamente, terminou o cessar-fogo", disse Zagros Hiwa à Associated
Press. Ele disse que a primeira onda de ataques foi lançada durante a noite deste sábado, mas não causou vítimas.

O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, anunciou algumas horas mais tarde que ele tinha encomendado "uma terceira onda" de ataques contra o Estado Islâmico na Síria e um "segunda onda" de ataques contra o PKK no norte do Iraque.

"As operações da Turquia irão, se necessário, continuar até que os centros de comando das organizações terroristas, todos os atos onde eles planejam ataques contra a Turquia e todos os depósitos usados para armazenar armas para serem usadas contra Turquia sejam destruídos", disse Davutoglu.

Ele acusou o PKK de não manter a promessa de retirar os combatentes armados do
território turco e se desarmar.

O comunicado do governo divulgado mais cedo apontou que os primeiros ataques acertaram sete áreas, incluindo as montanhas Qandil, onde o comando do PKK se baseia. A declaração não detalhou os alvos para atingir o Estado Islâmico, mas descreveu que os ataques aéreos na Síria e no Iraque como "eficazes". Fonte: Associated Press