O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou nesta quarta-feira o envio de até mais 450 militares norte-americanos ao Iraque, para assessorar e assistir as forças locais em seu esforço para reverter ganhos recentes do Estado Islâmico. No âmbito desse plano, os EUA abrirão um quinto campo de treinamentos no país, com o objetivo de integrar as Forças de Segurança Iraquianas e os combatentes sunitas, tendo como meta imediata a retomada da cidade de Ramadi, ocupada pelo Estado Islâmico no último mês.

Obama tomou a decisão a pedido do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, e baseando-se nos conselhos de líderes do Pentágono, segundo a Casa Branca. As tropas dos EUA não terão o papel de combater.

O plano não é uma mudança de estratégia, segundo o governo, mas lida com a necessidade de mais sunitas se envolverem na luta, uma fraqueza citada na missão atual. Há ainda dúvidas sobre o compromisso do governo liderado por xiitas para recrutar combatentes, especialmente entre membros de tribos sunitas, para expulsar o Estado Islâmico de Ramadi e Fallujah, uma cidade próxima tomada pelos militantes há mais de um ano.

O novo campo de treinamento será em al-Taqqadum, uma base aérea desértica que foi um centro para os militares norte-americanos durante a guerra de 2003-2011. As tropas adicionais incluiriam assessores, treinadores, especialistas em logística e pessoal de segurança. Há atualmente quase 3.100 soldados dos EUA no Iraque, envolvidos em funções de treinamento, aconselhamento, segurança e outros papéis de apoio.

Fonte: Associated Press