O ministro do Interior do Quênia, Joseph Nkaissery, disse que mais de 70 pessoas foram mortas durante um ataque do grupo extremista somali Al-Shabad numa universidade no nordeste do Quênia.

Nkaissery disse que 79 pessoas ficaram feridas no ataque realizado nesta quinta-feira e que quatro suspeitos foram mortos. Ele disse aos jornalistas que o número total de participantes do ataque ainda é desconhecido e que agentes de segurança ainda lutavam com eles nas instalações da Universidade de Garissa.

O ministro impôs um toque de recolher entre o anoitecer e o amanhecer na cidade de Garissa e nos condados próximos de Wajir, Tana River e Mandera.

O homem que segundo a polícia do Quênia é o possível mentor do ataque contra a universidade é a pessoa que está atualmente a cargo as operações externas do Al-Shabab no Quênia, informou o serviço de inteligência queniano.

A polícia local ofereceu uma recompensa de US$ 220 mil por Mohammed Mohamud, também conhecido como Dulyadin ou Gamadhere.

Mohamud foi professor de uma madrassa, uma escola religiosa islâmica, durante vários anos. Ele assumiu a responsabilidade pelo ataque realizado em 22 de novembro de 2014 contra um ônibus em Makka, também no Quênia, no qual 28 pessoas foram mortas.