Confiante da vitória na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve contar com apoio de 35 dos 53 parlamentares da bancada mineira. É o que estimou o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), na última sexta-feira (23), na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde Cunha foi homenageado.

“Serei vitorioso no primeiro turno, sei disso pelo tempo de campanha, pelas conversas com os colegas e pela receptividade nos estados. Não gosto de falar pelos outros, mas, em Minas, sei que a maioria está conosco”, confirmou Cunha.

Depois de passar por todos os estados brasileiros e pelo Distrito Federal fazendo campanha, Cunha voltou a Minas Gerais para receber o título de cidadão honorário de Belo Horizonte, conferido pelo deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG) e pelo presidente da Câmara Municipal, Wellington Magalhães (PTN).

A oito dias da eleição, o líder do PMDB disse que, além do apoio unânime de seu partido, conta com votos do PSC, PTB, PRB, DEM, SDD e outros pequenos, entre eles o PHS.

Ao fim da solenidade na Câmara, Wellington recebeu uma carta do governador Fernando Pimentel (PT) justificando a ausência devido a sua agenda, mas disse que a homenagem foi merecida porque “Eduardo Cunha é um notável homem público e merece”.

Sobre a relação que pretende manter com o governo federal, se for eleito presidente da Câmara, Eduardo afirmou que o papel de submissão ao Executivo caberá ao seu oponente, Arlindo Chinaglia (PT-SP). “Não seremos de oposição, vamos garantir a governabilidade, mas jamais seremos submissos”, disse.

Na última sexta-feira (23), Cunha voltou à carga no Twitter, rebatendo as críticas de Chinaglia à atuação do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), na campanha do peemedebista. Cunha disse que era “absurda”, “desrespeitosa” e “grosseira” a citação de Chinaglia.

“Tenho certeza que, assim como eu, Michel deve estar arrependido de um dia ter ajudado esse cidadão a ser presidente da Câmara”, escreveu Cunha, referindo-se à primeira eleição de Chinaglia para a presidência da Casa. O petista comandou a Câmara entre 2007 e 2009.

Na quinta-feira, Chinaglia respondeu às críticas do adversário, que vem reclamando da interferência de membros do governo na disputa. “Você acha normal um vice-presidente da República apoiar uma candidatura?”, indagou.

No comentário, Cunha insistiu que Temer fez apenas uma “manifestação partidária”, diferentemente dos ministros “que tentam forçar a votação”.

Cunha disse que vai se encontrar com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na terça-feira, para tratar do envolvimento do seu nome nas investigações da Operação “Lava Jato” que considera uma “farsa”.