Dezenas de meninas e mulheres foram sequestradas por extremistas islâmicos no nordeste da Nigéria. Pelo menos 70 adolescentes foram capturados nos estados de Borno e Adamawa desde 18 de outubro, de acordo com o presidente do governo local, Shettima Maina, e moradores que falaram sob condição de anonimato.

Em 17 de outubro, o Exército da Nigéria anunciou que um cessar-fogo havia sido definido com o grupo extremista Boko Haram e ordenou às tropas que o cumprissem imediatamente. Autoridades disseram que a medida levaria à rápida libertação das 219 meninas raptadas de um internato na cidade do nordeste da região de Chibok, no estado de Borno, em 15 de abril, o que não aconteceu.

O ministro de Relações Exteriores nigeriano, Aminu Wali, afirmou nesta segunda-feira que o Boko Haram negou os recentes sequestros e sugeriu que poderiam ter sido realizados por dissidentes querendo quebrar o cessar-fogo. Ele acrescentou que a libertação das 219 garotas não será afetada pelos últimos acontecimentos.

"Ainda há negociações em curso e nós esperamos que muito progresso seja feito. Faremos um esforço também para trazer de volta aqueles que foram sequestrados", afirmou Wali.

As garotas sequestradas são submetidas a tratamento horrível, alertou a organização Human Rights Watch em um relatório nesta segunda-feira (27), afirmando que as que escapam contam que acontecem abusos sexuais e casamento forçados, além de conversões forçadas ao islamismo, trabalho análogo a condições escravas e participação forçada em ataques.

Fonte: Associated Press.