O governo de Minas rebateu as críticas do candidato da coligação Minas pra Você, Fernando Pimentel (PT), à educação pública e à estrutura tributária de Minas Gerais. Em nota enviada ao Hoje em Dia, a Superintendência de Imprensa do governo estadual usou dados do MEC e de instituições privadas para defender a qualidade do ensino público no Estado.

Segundo a nota, em um levantamento feito pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a rede estadual de Minas Gerais é a melhor do país entre os alunos do 5ºano do ensino fundamental, sendo a única a alcançar índice 6,0, número considerado referência internacional pelo MEC.

O Estado também se destaca entre os alunos do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio, sendo segundo e terceiro lugar respectivamente, no levantamento feito pelo Ministério da Educação, segundo divulgação do governo de Minas.

Ainda na nota, o governo ressalta que o Estado paga ao servidores da educação, desde 2011, valores superiores ao que é determinado pelo MEC como piso. “Atualmente, o salário inicial de um professor com licenciatura plena, nível mínimo exigido para ingresso na carreira, é de R$ 1.455,30 para uma jornada de 24 horas semanais. Esse valor está (proporcionalmente) 42,93% acima do estabelecido pelo MEC para uma jornada de 40 horas semanais. O piso nacional para 40 horas semanais é de R$ 1.697,39 e para uma jornada de 24 horas, que é adotada em Minas, seria de R$ 1.018,43”.

Quanto à tributação, o governo de Minas criticou a concentração de recursos nas mãos da União, que fica com cerca de 70% de todos os tributos recolhidos, o que força o Estado a promover, junto com os demais estados da União, “uma contínua guerra fiscal” na tentativa de atrair novos investimentos. Segundo o Governo de Minas, este contexto é reflexo da falta de uma reforma tributária, que não foi pauta do Governo Federal nos últimos 12 anos.

Quanto aos investimentos, a nota do governo cita iniciativas para desenvolvimento da economia, com investimentos de R$ 9,038 bilhões no Estado entre janeiro e julho deste ano, e geração de 11.020 empregos diretos em setores como o de automotivos e autopeças; biotecnologia, comércio e serviços, entre outros.

A nota cita ainda a atração de investimentos de empresas como Unilever (Pouso Alegre), Panasonic (Extrema), Mercedes Benz (Juiz de Fora) e Danone (Poços de Caldas) para comprovar o sucesso de sua política de desenvolvimento.