Cada mercado tem suas peculiaridades, gostos, regras tributárias e manias que exigem esforços, jogo de cintura e soluções inusitadas por parte dos times de engenharia e marketing dos fabricantes. Na Índia, há uma regra que fixa as alíquotas de imposto de acordo com o comprimento dos automóveis, sendo que veículos acima de 4 metros têm carga tributaria mais pesadas do que os modelos abaixo da medida. É mais ou menos parecido com a regra do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) no Brasil, que tem alíquotas pelo volume do motor, sendo o 1.0 a mais baixa.

Nesse cenário, a Volkswagen levou para o Salão de Nova Délhi o sedã Ameo, que nada mais é que uma versão três volumes do Polo europeu (uma vez que utiliza a mesma plataforma modular PQ25), tal como a vendida no mercado argentino, mas com a porta-malas encurtado para não ultrapassar o limite de 4 metros.

Guardadas as proporções, sua traseira reta e de gosto discutível lembra a do antigo e também pouco carismático Suzuki Baleno. Mas apesar do bagageiro nada insinuante, o carrinho oferece bom pacote de conteúdo, com direito a sistema de entretenimento com tela sensível ao toque e sistema de espelhamento com smartphone que é ficção científica nos nossos Gol e Voyage.

Já a motorização do Ameo segue o padrão do mercado indiano, partindo de uma unidade três cilindros 1.2 de 70 cv. A cereja do bolo fica por conta do turbodiesel 1.5 de 90 cv associado à transmissão automatizada de dupla embreagem DSG de sete marchas.

O que a VW não divulga é a capacidade do bagageiro, que não deve ser muito maior que os 280 litros do hatch. Seu preço de entrada equivaleria a R$ 28.600, na versão básica. Já o Ameo, na configuração topo de linha, custaria em rupias o correspondente a R$ 46 mil.