Mas isso certamente não incomodaria o Conde Agusta, uma vez que a Brutale 1090RR nasceu para “arrepiar”. Ainda que a eletrônica permita ajustar o desempenho do motor, a tração e o ABS, ela continua sendo a mais “nervosa” da categoria. Ao acelerar sai “rasgando”, ao frear quer parar na hora, não é fácil se manter em cima dela... Não é uma moto para fazer bonito na porta dos barzinhos, sua “praia” é a estrada e as pistas. Na cidade esquenta muito, a embreagem é dura, para arrancar tem que “dar giro” e, nos congestionamentos, pede “meia embreagem” para facilitar as manobras.

Nas curvas o guidão tem reações adequadas à inclinação e, mais alto que nas esportivas, é mais confortável. O assento do piloto é macio e tem desenho que facilita o “pêndulo”, (deslizar lateral do corpo nas curvas). Como nas concorrentes, o garupa vai com as pernas encolhidas, mas a possibilidade de regulagem das pedaleiras minimiza o sofrimento. Os pedais do câmbio e do freio também são reguláveis.

Os componentes são muito bem acabados e a montagem primorosa, cada peça parece estudada para o desempenho de sua função e para ser bonita. Muitos dos componentes têm a marca do fabricante gravada como assinatura e as carenagens plásticas não são apenas coberturas, têm inúmeras aberturas para o ar “caprichosamente” resfriar elementos internos.
 
O QUE É?
Estilo Naked - Alta potência, com mais praticidade e conforto que as esportivas.
A “Brutale” nasceu em 2001, com motor 750 cc.

ONDE É FEITA?
Fabricação italiana, montagem Manaus.

QUANTO CUSTA?
R$ 65.900, 00.

COMO ANDA?
Acelerações quase exageradas e frenagens firmes. Ciclística equilibrada e muita aderência nas curvas. Dá trabalho no trânsito urbano e esquenta em baixa velocidade. 158 cavalos, máxima 265 km/h e 0 a 100 abaixo de 3,4 segundos.

COMO BEBE?
Consumo médio 12 km/l.

CONCLUSÃO:
Estilo vibrante e acabamento primoroso. Nasceu para as pistas e estradas, a cidade não é a sua praia. As regulagens eletrônicas do motor, tração e freio, permitem ajustar a moto conforme seu gosto e necessidade. Sinta-se “super” com acelerações impressionantes. Mas cuidado, o limite é você. É a mais cara entre as concorrentes, que custam entre R$ 42.914,00 e 51.085. Acabamento, exclusividade e desempenho “brutale” costumam ser os argumentos de quem a tem.

COMPORTAMENTO:
Muita força, com entrega explosiva em médias e altas rotações, quem não estiver acostumado vai se assustar. Nas curvas “manda” super bem, com reações adequadas à inclinação e ótima aderência. O câmbio “curto” garante arrancadas incrivelmente rápidas. O freio “Racing” é eficiente mesmo em altíssimas velocidades. Mansa ela não é, mas as configurações eletrônicas permitem deixá-la um pouco mais calma.

ACABAMENTO:
Montagem e acabamento primorosos.
Pontos positivos
ESTILO
FORÇA
ELETRÔNICA
Pontos Negativos
NERVOSA
PREÇO
COM QUEM CONCORRE?
Honda CB 1000 R (foto), Triumph Speed Triple 1050 e Kawasaki Z 1000