A Inglaterra ainda não teve sua eliminação concretizada logo na primeira fase da Copa do Mundo, mas já está frustrada. Ter que depender de duas vitórias da Itália e ganhar da Costa para seguir viva é uma tristeza para a equipe que pode ver sua participação no torneio acabar nesta quinta-feira (19), caso os italianos não vençam os costarriquenhos às 13 horas (de Brasília), em Pernambuco.

"A Itália tem um fantástico e é capaz de vencer os dois jogos, mas estamos lutando contra o nosso próprio desespero. Estamos na posição que não queríamos, precisando de outros resultados. É muito difícil", comentou Steven Gerrard, capitão do time e um dos poucos a aceitar dar entrevista após a derrota para o Uruguai.

O zagueiro Gary Cahill também atendeu aos jornalistas no estádio de Itaquera, mas com dificuldades para encontrar palavras. "É difícil assimilar. Esperamos que a Itália jogue bem nos dois próximos jogos e consigamos vencer o nosso último jogo. É tudo que podemos fazer neste momento", lamentou.

Sem depender de si e correr o risco de só enfrentar a Costa Rica na terça-feira para cumprir tabela já é suficiente para deixar marcas negativas no grupo. "É um dos piores sentimentos que já tive na carreira. O único consolo é que demos 110%, tudo que tínhamos em termos de preparação e treinamento. Mas, às vezes, isso não é bom o suficiente. O futebol pode ser cruel", constatou Cahill.Os ingleses lamentam não ter aproveitado o que consideram boas atuações nas derrotas para Itália e Uruguai. "Já jogamos pior e conseguimos resultados. Eu preferia ter jogado pior e conseguir os resultados, para ser honesto", falou Cahill.

"É frustrante. Olhar como atuamos nestes dois jogos e como merecíamos mais em, pelo menos, um desses jogos, senão nos dois. Tanto contra Itália quanto contra o Uruguai, precisaríamos ser um pouco mais espertos. Talvez jogar para manter o ponto tivesse sido a melhor opção", tentou se conformar Gerrard.