Minas Gerais foi um dos estados escolhidos para realizar testes de uma nova vacina contra a Covid-19. A autorização foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (18). Ainda não há informações de quando os voluntários vão receber a dose.

A Ad26.COV2.S, como o fármaco foi denominado, está sendo desenvolvida pela Jansen-Cilag, do grupo farmacêutico Johnson & Johnson. Além de Minas, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte farão testes. No Brasil, a autorização é para que 7 mil pessoas participem do estudo clínico.

Esse é o segundo teste de uma substância que poderá ser utilizada para a fabricação de uma vacina contra o novo coronavírus em Minas. Desde o último dia 31, a Coronavac está sendo aplicada em moradores do Estado. No país, com a Ad26.COV2.S, serão quatro imunizações em análises.

Em 2 de junho, a Anvisa autorizou o ensaio clínico da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido; em 3 de julho, o da vacina desenvolvida pela empresa Sinovac Research & Development Co. Ltd., em parceria com o Instituto Butantan; e em 21 de julho, as desenvolvidas pela BioNTech e Wyeth/Pfizer.
 
NOVA FÓRMULA
A nova substância que poderá ser utilizada para a fabricação de uma vacina contra o novo coronavírus está na terceira e última fase de testes, quando os voluntários recebem o fármaco. De acordo com a Anvisa, a vacina promete imunizar com uma dose única.

Os selecionados para o teste serão divididos em dois grupos. Alguns vão receber a Ad26.COV2.S e, outros, nada, o chamado placebo. Vão poder participar dos estudos e receber a dose da substância adultos com mais de 18 anos.

O recrutamento, conforme a Anvisa, será de responsabilidade dos centros que conduzem a pesquisa. Além da autorização da agência, o início dos testes em humanos depende da aprovação pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) – órgão do Ministério da Saúde responsável pela avaliação ética de pesquisas clínicas – e da organização dos pesquisadores para recrutamento dos voluntários. “A Anvisa não define esta data”, informou. 
 
FASES
Para fabricação de uma vacina são necessárias três fases. Na primeira, a substância é aplicada em poucas pessoas, todas adultas e saudáveis. Sendo aprovada, parte-se para a fase 2, onde há a inclusão de um maior número de voluntários. Nessa etapa, o fármaco também é administrado em bebês, crianças, adolescentes, idosos e imunocomprometidos. É nessa etapa que é avaliada a segurança da vacina, além de outros fatores como a dose e o modo de administração. 

Por fim, na fase 3, a vacina é aplicada em uma grande quantidade de pessoas, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança, ou seja, que a vacina é capaz de proteger os indivíduos com o mínimo possível de reações adversas.