Com a imposição do toque de recolher, a Prefeitura de Montes Claros determinou outras restrições, como o funcionamento de quaisquer atividades econômicas, assistenciais, culturais e religiosas no período entre 22h e 5h. O funcionamento de supermercados e similares, lojas de conveniências, bares, restaurantes e similares fica restrito ao período entre 21h30 e 6h, com tolerância de 30 minutos, excetuados os estabelecimentos localizados às margens das rodovias.

Outro impacto da limitação de horários será na circulação dos ônibus que fazem o transporte coletivo na cidade. Após as 22h15 não haverá mais atendimento a passageiros, com o serviço sendo retomado às 5h. 

“Vamos atender estritamente o que está no decreto. Assim que der o horário, vamos parar os ônibus, até porque, vai parar a circulação de pessoas. Não deixa de ser um prejuízo econômico, mas que vai ter que ser equacionado depois de calculado e efetivado. Vamos aguardar e ver o impacto”, diz Victor Marcondes, advogado da MocBus, concessionária do transporte coletivo em Montes Claros. Empresas que precisem manter funcionários trabalhando após esse horário, deverão providenciar o transporte até a casa deles.
 
MEDIDAS 
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Montes Claros, Ernandes Ferreira, participou da reunião do Comitê de Combate à Covid e afirma que, na apresentação dos dados, constatou que os índices de Covid-19 na cidade são preocupantes e as medidas necessárias. Entretanto, alertou que a economia deve ser considerada como fator relevante para evitar o colapso.

“A CDL acreditou na conscientização da população e trabalhou com foco na comunicação, mas, infelizmente, dentro dos deveres e direitos de cada um, quando a gente olha o coletivo, vê que a população, de um modo geral, relaxou e a cidade continuou a viver como se não houvesse pandemia. Houve agravamento da situação”, explica Ernandes.

Ele destaca que o setor ouviu as colocações do Comitê mas, como representante da área econômica, fez as ponderações. “Vamos cumprir e colaborar para que o mais rápido possível volte à normalidade, mas tendo cuidado com a dose do remédio que será dada. Todo paciente precisa de remédio, mas dependendo da dose, pode piorar”, diz Ernandes, ressaltando que vai depositar atenção no setor mais vulnerável e mais afetado, que é o de bares e restaurantes de funcionamento noturno.