A Prefeitura de Montes Claros liberou uma autorização especial para que as lojas que vendem chocolates e ovos de Páscoa possam funcionar até 13 de abril, em função da proximidade da data comemorativa.

Nesse período, os estabelecimentos poderão atender os clientes presencialmente, mas com atenção para evitar aglomeração nas lojas.

A medida consta do decreto 4.017, publicado ontem pelo Executivo municipal no Diário Oficial Eletrônico.

A mudança gerou alívio nos comerciantes, que estão com a expectativa de que possam conseguir vender parte do estoque até o domingo de Páscoa. 

Para isso, as lojas devem aderir ao esquema de higienização de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e limitar o número de clientes dentro do estabelecimento.

Muitas lojas recorreram, nesse período, à entrega por meio de aplicativos, mas os proprietários afirmam que a possibilidade de abertura promete aquecer mais o movimento.

A empresária Karine Dias Lopes Ursedo, dona de uma franquia de chocolates, comemorou o fato de poder abrir a loja. O estabelecimento oferece máscara, luvas, álcool em gel para funcionários e clientes. Também foi limitado o número de pessoas dentro do espaço – pode ficar apenas dois clientes por vez. 

“É uma época muito difícil, que pegou todo mundo de surpresa, tanto é que nosso estoque está alto, pois estávamos nos preparando para a Páscoa, que representa 30% do nosso faturamento anual. Ainda bem que esse decreto veio para nos ajudar a vender. Pode ser que não consigamos vender o que precisa, mas melhor do que ficar fechado. Hoje (ontem) já tivemos uma grande procura”, destaca a empresária.

A possibilidade de abrir o estabelecimento deixou Sara Cristina Costa mais aliviada. Ela é gerente de uma bomboniere localizada no Centro de Montes Claros e atende, principalmente, confeiteiros que fazem ovos artesanais.

“O decreto é um alívio para a gente do ramo de chocolate, pois nos preparamos para a Páscoa, que é um período que temos aumento significativo nas vendas. Porém, esse ano tivemos que nos adaptar, com serviço de delivery. Agora, estamos preocupados com a saúde dos nossos clientes e, por isso, toda nossa loja segue a recomendação da OMS”, explica.

Queda nas encomendas chega a 60%
A Páscoa é uma das principais datas para que os pequenos empreendedores possam faturar com vendas de ovos de chocolate artesanal. Mas, neste ano, a situação está bem mais difícil. Com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, a população está receosa de gastar dinheiro.

Há 19 anos, a confeiteira Nancy Canela trabalha na produção de bolos, doces e também ovos de Páscoa. Para este ano, teve que se reinventar, pois a procura pela guloseima, segundo ela, caiu cerca de 60%.

“A Páscoa é o melhor momento para a confeitaria. Mas, em meio à pandemia, as vendas caíram. Tive que partir para o delivery e vendas on-line”, pontua a confeiteira.

Nancy também manteve a média dos valores do ano passado e inovou na fabricação de ovos de Páscoa para pessoas que possuem algum tipo de restrição alimentar – sem proteína, glúten, açúcar.

Nancy ainda está recebendo encomendas e com esperanças de que, nesta reta final, a tradição fale mais alto e o consumidor busque pelo produto.
 
REDES SOCIAIS
Segundo o consultor do Sebrae Mateus Martins, com a reclusão das pessoas em casa, o uso das redes sociais aumentou consideravelmente e se tornou essencial para quem vende produtos e serviços.

“Aproveite esse momento para postar conteúdos relacionados aos seus produtos. Tire boas fotos, crie sorteios e peça para seus amigos compartilharem seus posts”, ensina.

Nancy Canela: (38) 99917-6025.

*Com Leo Queiroz