Ex-aluna do curso de Jornalismo e Comunicação Social da Funorte, Indi Gouveia é uma das finalistas do concurso fotográfico do Fundo Brasil de Direitos Humanos intitulado “Combater os Retrocessos – Resistir e existir à retirada de direitos”, na edição 2019, com a foto “Territorialidade: o olhar ancestral e os passos firmes para o futuro”.

Foram inscritas 101 fotos, das cinco regiões do país, e dez delas estão na fase de votação popular. O concurso é voltado para organizações que atuam no campo dos direitos humanos e que já foram apoiadas pelo Fundo Brasil.

O Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA), no qual Indi Gouveia atua como colaboradora, é uma dessas organizações, que há 35 anos promovem direitos na região. O concurso é realizado em parceria com a Fundação Tide Setubal.

“Ter uma foto escolhida entre dezenas que foram enviadas pelo país inteiro é muito gratificante. Eu não esperava que isso fosse acontecer. Atuo principalmente no campo da comunicação popular e o fotojornalismo é uma parte importante nesse caminho, onde vejo a fotografia como uma extensão do exercício de escuta que me conecta às pessoas, à escrita e ao vídeo”, explica a autora da foto.

“Estudar Comunicação Social e Jornalismo no interior é um desafio, mas optar por fazer Jornalismo na Funorte foi o que me manteve no caminho de ser uma comunicadora hoje. Tive professores incríveis, que foram grandes responsáveis pela profissional que sou hoje, não apenas por compartilharem técnicas, mas por me ajudarem a confrontar o óbvio”, pondera.
 
A IMAGEM
A foto que concorre ao prêmio é assim descrita por Indi Gouveia: “Os passos firmes no chão capturam o olhar e despertam diferentes interpretações. Uma anciã caminha pelo sertão norte-mineiro, em um quilombo, lugar de resistência e de memória. O campo, que em algum momento é palco da juventude, as casinhas simples rodeadas por árvores, o sertão carregado de nuvens, tudo precisa ser reparado”.

“Somos sempre provocados a olhar para o instante e, em tempos de retrocesso, quando o cenário é de esvaziamento no campo e de retirada de direitos dos povos e comunidades tradicionais, seguir no território faz da permanência um ato de reafirmar a história de ontem, do hoje e do amanhã. Essa foto, para mim, reflete a ancestralidade e a continuação de uma travessia”, revela.

“Acredito que ter alguém do Norte de Minas participando de um concurso nacional, de certa forma, é um incentivo para que outras pessoas invistam em seus sonhos. A nossa região tem muita história, belezas, riquezas, que precisam ser mostradas e todo incentivo para isso é necessário”, acredita a fotógrafa.
 
VOTAÇÃO
A votação está aberta até as 15h do dia 18. Para votar, basta acessar o link http://bit.ly/2Xe03vz e escolher a foto Indi Gouveia / Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (MG).