Seguir os passos de Jesús Alberto Dátolo, único meia argentino que brilhou e conquistou grandes títulos com a camisa do Atlético, é o desafio de Nacho Fernández, que chegou a Belo Horizonte no último domingo e será apresentado na manhã de hoje na Cidade do Galo.

O ex-jogador do River Plate, da Argentina, inicia sua trajetória alvinegra carregando a enorme responsabilidade de ser o maestro do grande time que o clube forma para a temporada 2021.

A pressão é evidente, até pelo tamanho do investimento alvinegro, que ultrapassa os R$ 40 milhões, sem contar os salários do atleta num contrato por três temporadas.

No seu site, a TyC Sports, um dos principais veículos da Argentina, destaca o primeiro diálogo do ex-jogador do River Plate com o presidente atleticano, Sérgio Coelho.

O dirigente fala em ser vencedor, muitas vezes campeão. E a publicação argentina destaca um Nacho comedido, respondendo: “Muito obrigado, estou muito feliz por ter chegado ao Galo. Espero que possamos cumprir os nossos objetivos. Um abraço”.
 
EXPECTATIVA
De toda forma, o pedido do presidente e a resposta de Nacho Fernández passam por ele conseguir o que só Jesús Dátolo, entre os sete meias argentinos que já defenderam o Atlético até agora, alcançou.

Campeão da Recopa Sul-Americana em 2014 e também da Copa do Brasil, competição em que foi decisivo, marcando inclusive um dos gols nos 2 a 0 sobre o Cruzeiro, no primeiro jogo da final, no Independência, o ex-jogador do Boca Juniors conquistou a torcida atleticana.

Nesta conta de sete meias anteriores a Nacho Fernández está Zaracho, que chegou à Cidade do Galo no meio do Brasileirão 2020. Jovem, pois tem 22 anos, ele vive processo de adaptação, que pode até ser facilitado pela companhia do antigo adversário nos tempos de Racing x River Plate na Argentina. 
 
HISTÓRIA
O primeiro meia argentino do Galo foi Guido Baztarrica, que antes de chegar ao Brasil, onde seu primeiro clube foi o Fluminense, teve passagens por Boca Juniors, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai.

Com a camisa alvinegra, ele não brilhou entre agosto de 1945 e janeiro de 1946, quando se transferiu para o Santos.

Depois de seis décadas, o clube apostou em Prieto (2005) e Jonathan Fabbro (2006), numa das fases mais complicadas da sua história. Ambos começaram empolgando, mas ficaram só nisso.

Prieto disputou 14 jogos e não balançou a rede. Fabbro entrou em campo menos vezes, apenas quatro, sem também marcar gol.

Antes de Dátolo, Escudero fez parte do grupo vice-campeão brasileiro de 2012, mas não conseguiu permanecer no grupo que foi campeão da Libertadores no ano seguinte.

Em 2018, Tomás Andrade chegou ao Galo, mas não seguiu. Em 31 partidas, marcou três gols.