As realidades são completamente diferentes. O Atlético está em terceiro lugar e na briga pelo topo da Série A do Brasileiro, enquanto o Cruzeiro ocupa o 18º posto na Segunda Divisão e tenta evitar mais um rebaixamento em sua história. Mas apesar de cenários e objetivos antagônicos, existe um ponto em comum entre os arquirrivais mineiros: os dois sofrem com a falta de um centroavante goleador.

Os chamados “homens-gol” dos dois clubes não estão confirmando essa alcunha. E isso influencia diretamente nos planos dos times. Não se trata de apontar “culpados”, mas é notório que se Sasha e Marrony estivessem com os pés calibrados, o Galo poderia estar na liderança da competição, condição perdida há duas rodadas.

Quanto à Raposa, com Marcelo Moreno, Thiago e Sassá em baixa e o jovem Zé Eduardo ainda sem espaço dentro da equipe, os resultados positivos custam a aparecer, o que vem sendo crucial para a péssima campanha dos celestes, até agora, na Série B. 
 
Alvinegros x gol
Marrony era a referência de ataque de Jorge Sampaoli durante um período na temporada. Tido como atleta promissor e que custou R$ 20 milhões aos cofres atleticanos, o atacante soma três gols em 15 partidas no campeonato, o que significa uma média de 0,2 por jogo. O número, apesar de aquém do esperado, é superior ao de Sasha, atual titular da posição, com 0,15 tento por partida (marcou dois).
 
CARÊNCIA CELESTE
Na Toca II, a situação não é muito diferente neste aspecto, mas os danos vêm sendo maiores, por motivos óbvios. Esperava-se que atletas como Marcelo Moreno e Sassá, pela experiência que possuem, resolvessem os problemas do sistema ofensivo cruzeirense. Não é o que vem acontecendo. 

O boliviano tem na conta somente dois gols nesta Série B. Já Sassá e Thiago – este até emplacou alguns bons momentos no início do ano – sequer deixaram suas marcas no certame. Enquanto isso, Zé Eduardo não vem recebendo oportunidades, apesar do apelo feito pela China Azul.