Tem deleite maior do que saborear um belo sorvete neste calorzão? Tem nada! Essa delícia gelada é apreciada por 10 entre 10 consumidores ao redor do mundo. É difícil imaginar que alguém possa não gostar de sorvete, especialmente quando a primavera chega, prenunciando o verão.

Neste ano, a estação das flores começa, no Brasil, em 22 de setembro, na véspera do Dia do Sorvete – data que não foi escolhida a esmo, claro. A ideia da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis) – ao eleger 23 de setembro, em 2002 – era mesmo celebrar a iguaria junto com a chegada do período de mais calor.

Há controvérsias sobre a origem do sorvete. Alguns registros apontam que teria surgido na antiga Pérsia, atual Irã. Há quem defenda que a guloseima tenha sido inventada na China, há 4.000 anos. Ou no Egito. Enfim, isso acaba sendo irrelevante, quando o que interessa mesmo é degustar uma bola geladinha, daquelas que explodem na boca e refrescam até a alma. Hummmmm... Sentiu aí?

E, nos dias atuais, todo mundo pode tomar sorvete. Afinal, são feitos dos mais variados ingredientes. Tem sorvete até de flor. E os veganos? Estão por todo lado. É possível encontrá-los, inclusive, nas mais tradicionais sorveterias de BH, prontinhos para agradar aos mais diferentes e requintados paladares. São os sorbets, que levam água no lugar de leite, podem ser saborizados com frutas e adoçados a gosto.

Tradição
Na capital mineira, é impossível tratar desse assunto sem falar na Sorveteria São Domingos, fundada em 1929 e funcionando no mesmo endereço, na avenida Getulio Vargas, desde 1934. Domingos Dias Montenegro, administrador da sorveteria, conhece tudo da iguaria. Ele começou a trabalhar na empresa criada por seu pai, o italiano Domingos Dias da Silva, aos 9 anos, em 1979, quando o progenitor faleceu.

Domingos Dias Montenegro trabalha na Sorveteria São Domingos, aberta por seu pai, desde criança

Domingos Dias Montenegro, administrador da Sorveteria São Domingos, diz que oferecem mais de 270 sabores

Hoje, a São Domingos, conta o proprietário, produz entre 270 e 280 sabores de sorvete, dos quais, 50 diferentes são oferecidos na loja diariamente. “A venda maior está concentrada em outubro, novembro, dezembro e janeiro, depende muito da chuva. Quando chove, diminui. A queda, no entanto, ocorre no primeiro e no segundo dia de chuva, depois, a venda se mantém. Em dias muito quentes, chegamos a comercializar entre 1.500 a 2.000 bolas”, revela Domingos. 

Frutas da fazenda
Os sabores, garante o empresário, são feitos da forma mais artesanal possível. As frutas usadas em alguns, por exemplo, vêm da fazenda da família. “São feitos à base de água e de leite. O de manga, leva a fruta, da fazenda, água e açúcar. O de maracujá, a mesma coisa. No de côco, vão leite em pó, açúcar e a fruta”.

Passeando por Belo Horizonte, a carioca Amanda Costa dos Santos esteve na São Domingos e saboreou uma bola de sabor côco: “Achei maravilhoso. Uma explosão de sabor. Amo sorvete! Em frente à minha casa funciona uma sorveteria e vou lá pelo menos uma vez por semana. Mas lá no Rio não costumamos encontrar esses sorvetes mais naturais como achamos aqui em Belo Horizonte”, disse ela.

Sem pressa
Quem também toma sorvete semanalmente, desde criança, é o gerente Financeiro Geraldo Gonçalves. “Ajuda a refrescar um pouco. Fico doido para mudar de sabor, mas sou apaixonado por milho verde”, conta ele, rindo. Gonçalves diz que o momento do sorvete serve também como relaxamento, tranquilidade, porque se senta sem pressa para apreciar a guloseima.

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