Chuva de estrelas, eclipse, encontro entre planetas. Mais do que espetáculos no céu, os fenômenos astronômicos que brindaram (e ainda brindarão) os terráqueos neste último mês do ano (e que ano!) são prenúncio de uma nova era. Astrólogos, místicos das mais diversas naturezas e terapeutas acreditam que os espetáculos trarão um novo modo de viver e pertencer ao mundo, mais coletivo e humano.

“Há 240 anos, Júpiter e Saturno estavam nos signos de terra, que falam do material, do físico. Agora, será a primeira conjunção nos signos de ar, em Aquário. Signo da liberdade, da revolução, do autoconhecimento e honra ao diferente”, explica a astróloga Ana Leo. Ela diz que a Era de Aquário – como será batizado o momento, ainda sem data para se concretizar – trará a consciência de se honrar o individual em benefício do coletivo. “Apesar de vivenciarmos a mesma tempestade, cada um está no seu barquinho”, resume.

Universo planeta

Júpiter + Saturno

Sobre a conjunção entre os dois planetas, Ana Leo refere-se ao encontro, físico, entre Júpiter e Saturno, fenômeno que ocorre a cada 20 anos, e que vem sendo observado no céu desde o último dia 12. O ápice da aproximação, entretanto, acontecerá na próxima segunda-feira (21), conforme explica o físico e astrônomo Renato Las Casas.

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“No Ano 7 antes da nossa era, houve uma tripla conjunção entre Júpiter e Saturno – em maio, setembro e dezembro. A interpretação é de que o fenômeno originou a Estrela de Belém, que teria guiado os Reis Magos ao local de nascimento de Jesus. Existe a possibilidade de que a Estrela se repita neste Natal”, afirma o astrônomo.

Para visualizar o fenômeno, de casa mesmo, observe o céu, após o pôr do sol. Quanto mais limpos o dia e a noite estiverem, mais nítida será a visão. “A oeste, acima da linha do horizonte. Serão dois objetos muito brilhantes”, ensina o professor aposentado da UFMG. 

Coletividade

Também astróloga, Paula Arruda reforça que a conjunção entre os planetas fortalecerá algo que já viemos aprendendo ao longo de 2020: o senso de coletividade. “Olhar mais para o ser humano, quem são as pessoas, o que representam na minha vida. Se permitir ouvir, sair de discussões sem sentido e realmente voltar-se para o significado de “somos todos um”. 

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