Não é a primeira vez que critico a Capcom por sua inigualável capacidade de vender o mesmo jogo centena de vezes. Mas sejamos sinceros, sempre que ela reembala "Mega Man", "Street Fighter" e outras franquias, a gente se coça para comprar. Mas também é preciso reconhecer que as reedições de "Resident Evil", "Resident Evil Zero" surpreenderam as expectativas. Isso sem falar na qualidade absurda do ramake de "Resident Evil 2". Agora vem mais um remake, dessa vez "Resident Evil 3".

O game chega na primeira quinzena de abril e coloca mais uma vez o jogador na pele de Jill Valentine. Na cronologia da série, o game se passa num intervalo de horas em relação a "RE2". Assim, a protagonista retorna a Raccoon City e encontra a cidade no caos, já com as equipes da Umbrella Corporation tentam "higienizar" a cidade.

 

"RE3" teve sua demonstração disponibilizada na semana passada. Trata-se de um conteúdo curto, que leva entre 20 a 30 minutos para finalizar. Mas são mais que suficientes para mostrar aos jogadores como o game promete ser desafiador. 

Uma das primeiras percepções é que balas não matam zumbis. Você pode descarregar sua arma num morto-vivo. Ele irá cair, mas quando passar novamente pelo local, o gosmento estará de pé novamente. Assim, seus disparos são apenas uma proteção de momento.

Por outro lado, a faca de Jill tem durabilidade infinita. Pois é, quem jogou "Resident 2" sabe que as facas se quebram com facilidade e não duram muitos golpes. 

Mas não pense que isso facilitará as coisas para o jogador. A demo também serve como cartão de visitas para Nemesis, o grande vilão do game. Ele é mais uma derivação da arma biológica Tyrant e promete ser mais infernal que seu colega Mister X.

Isso porque ele além de ser praticamente indestrutível é capaz provocar mutações nos demais zumbis. E o pior, o monstrão ainda consegue de laçar com um tipo de tentáculo. E se tudo isso não é capaz de te amedrontar, saiba que há fortes rumores de que ele poderá entrar nas salas seguras. Aquelas com máquina de escrever e baús de inventário.

Visual
Graficamente o game oferece a mesma qualidade de seu antecessor. O game foi produzido com o motor gráfico RE Engine, o mesmo usado em "RE2" e no perturbador "Resident Evil 7". Texturas, luzes, sombras, tudo é muito bem desenhado. O problema é que nem sempre se pode parar para contemplar o trabalho dos designers. Afinal sempre há um zumbi pronto para cravar os dentes na sua goela.

A jogabilidade segue o mesmo padrão do game anterior, com boa dose de exploração e  modo de combate bastante dinâmico. Ou seja, se "Resident Evil 2" foi um dos grandes jogos de 2019, não há dúvidas este também cumprirá com a expectativa.

Com versões para PC, PS4 e Xbox One e preços a partir de R$ 250.