A Marvel nunca foi tão elogiada quanto agora. O motivo é a chegada do longa “Capitão América: Guerra Civil” que será, no Brasil, a 0h01 da próxima quinta-feira (28) e, nos Estados Unidos, no dia 6 de maio. 

Sem medo da repercussão midiática, o estúdio liberou o filme para a crítica ainda em meados do mês de abril. A estratégia deu certo.

A imprensa internacional vem aplaudindo com empolgação a produção, o que só aumenta a expectativa do público para conferir nas telonas o embate entre “Team Cap” (Time Capitão América, no português) e “Team Iron Man” (Time Homem de Ferro).

No aguardo

A ansiedade do publicitário Karol Lagoa e da jornalista Ana Luiza Muzzi, ambos de 35 anos, chegou a tanto que os ingressos da pré-estreia já foram garantidos pelo casal há semanas. 

“Fico preocupado em dizer isso, mas a minha expectativa é bem alta. Os trailers mostram cenas de ação bem coreografadas e ótimos efeitos especiais, característicos da Marvel, o que me fazem querer ver o filme o quanto antes. Mas digo preocupado, porque tenho medo de o filme ficar aquém da história original”, confessa Lagoa. 

O receio dele tem raízes nos quadrinhos, de onde vem a inspiração para o filme. “A história em quadrinhos é muito boa e complexa, envolvendo vários personagens, com morte de um dos heróis, com bastante espionagem. Só espero que consigam, mesmo com toda a limitação do universo cinematográfico, fazer um bom espetáculo”, observa.

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O Capitão América e o Homem de Ferro se tornam inimigos em busca de proteger a humanidade

Quarto de coleções

Fã desde criança do personagem, para a sorte de Lagoa, a Ana Luiza não só dá força à paixão, como compartilha da mesma. Onde moram, os dois fizeram um “quartinho” só para as coleções.

Enquanto ela faz crescer os itens de bonecas como Betty Boop e super- heroínas, ele ostenta estátuas e figuras de ação do Capitão América e de inúmeros outros super-heróis. 

Ana Luiza conta que, em meio à coleção, há uma figura articulada do Capitão América que custou R$ 850. A reportagem, claro, pergunta o que ela acha dos dispêndios.

“Só dá atrito porque às vezes ele prefere comprar um boneco a sair comigo, mas, quando chega, eu acabo adorando (risos)”, diz.

Sobre o filme, o interesse dela está em sintonia com o do companheiro. “Acho que esse vai ser o filme do ano, porque tem boas cenas de ação, intercaladas com uma discussão ideológica e política, que dá a ele a seriedade necessária. Os irmãos russos (os diretores Anthony e Joe Russo) costumam seguir uma linha mais séria, mas acredito que terá um pouco de comédia”, palpita.

 

Inimizade entre heróis divide fãs da marvel 

Para quem não acompanhou “as cenas dos últimos capítulos”, vale a explicação: “Capitão América: Guerra Civil” é o terceiro filme da saga.

Na trama, o Capitão América (ou Steve Rogers, personagem vivido por Chris Evans) é o líder dos “Vingadores”, formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). 

Como as ações dos “Vingadores” vêm impactando toda a humanidade, políticos começam a buscar meios de controlá-los.

Surge então uma inimizade entre o Homem de Ferro (ou Tony Stark, papel de Robert Downey Jr.) , que é a favor desse controle, e o Capitão América, contrário à proposta dos políticos. 

“Team Cap” até o último fio de cabelo, Karol Lagoa diz admirar Steve Rogers devido à “simplicidade inabalável” que ele tem. “O Capitão América tem, acima de seus poderes, um carisma maior que a própria força física. Apesar de muito poderoso, ele vive cercado de outros super-seres que veem nele um líder nato, um ideal, uma segurança. Apesar de tudo isso, ele se mantém humilde, por isso sou fã”, elogia.

O universo de cinematográfico da Marvel conta com 23 filmes até o momento, sendo que 11 devem estrear até julho de 2019. Desta lista, “Capitão América: Guerra Civil” é o 13º e lançado neste ano

Capitão até o fim

O consultor esportivo, Schubert Abreu, de 36 anos, também está no “Team Cap”. Ele, que é ainda atleta amador, brinca: “se eu sou fã? Meu uniforme de Triathlon tem o símbolo da S.H.I.E.L.D (organização fictícia do Universo Marvel, com objetivo de manter a lei entre os super seres) e meu capacete é inspirado no uniforme do Capitão América”.

“Aficionado por histórias da Marvel”, como faz questão de frisar, o consultor se diz identificar com o líder dos “Vingadores”. “Ele é a figura do patriotismo, da lealdade, de seguir regras, da amizade... Esses são alguns valores que tenho em comum com o Capitão América”, ressalta.

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Foto tirada na prova de Triathlon “70.3 Ironman”; sim, há uma modalidade que leva o nome do Homem de Ferro

Fã do Homem de Ferro

Por outro lado, a despeito da enxurrada de informações e produtos enaltecendo o Capitão América, há quem tenha uma queda maior pelo Homem de Ferro.

“Gosto mais dele, porque o acho mais descolado. Admiro o jeito do Homem de Ferro de lidar com os problemas”, afirma a estudante de Ciências Biológicas, Isadora Furtado, de 20 anos. 

A moça, contudo, faz a ressalva: “mas não é que eu não goste do Capitão. Respeito os motivos dele em ser mais ‘certinho’”.  Já com os ingressos em mãos, Isadora diz que a maior expectativa para o longa é poder ver em ação o Homem-Aranha, que, por sinal, é também do “Team Iron Man”. 

“É que não os vejo como vilões e mocinhos. Acho que eles lidam com a situação de formas diferentes”, explica-se.

Muitos elogios

O Rotten Tomatoes (site norte-americano especializado em resumos, informações e novidades sobre filmes e séries) está reunindo as críticas internacionais sobre o longa-metragem “Capitão América: Guerra Civil”.

A maioria exalta a mega produção da Marvel, entretanto, há também aqueles que destacaram pontos negativos na trama. Acompanhe algumas dessas opiniões abaixo:

“Chame isso de ‘guerra civil’ ou de extensão de marca; chamá-lo de um ‘universo cinematográfico’ ou um gigante corporativo – a mais recente extravagância Marvel –, não. As franquias de ação são feitas de acordo com o que é certo para satisfazer os devotos”, disse Sheri Linden, do Hollywood Reporter.

“É o filme mais maduro e substancial já feito no Universo Cinematográfico da Marvel”, afirmou Justin Chang, crítico da Variety.

“O filme combina as características de espetáculo de um blockbuster com um inteligente e grande suspense. ‘Capitão América: Guerra Civil’ é o melhor filme feito até hoje pela Marvel Studios”
Dan Jolin
Empire Magazine

“O filme não tem pé nem cabeça, é bobo. Eles estão tão preocupados em manter tudo em linha e ajustado para os longas-metragens futuros do universo cinematográfico Marvel que não se arriscaram na trama”, criticou Michael Fairbanks, do The Young Folks

“O melhor filme da Marvel até o momento, com muita ação dos super-heróis. É um enorme e maravilhoso pacote de diversões. É o maior e mais puro filme de super-herói já feito”, considerou Mark Hughes, da Forbes Magazine.

“Se há um risco de a ‘fórmula’ Marvel tornar-se obsoleta, não há qualquer evidência de que acontecerá. ‘Guerra Civil” não é apenas mais ‘filme pipoca’ para agradar ao público; não oferece respostas fáceis para os seus combatentes”, Jordan Farley, do Total Film.