Com o início da imunização contra o coronavírus prevista para os primeiros meses de 2021, administradores do Mineirão esperam “explosão” de eventos culturais no Gigante da Pampulha a partir da segunda metade do ano que vem. “O prognóstico é muito positivo. Como o mercado ficou muito tempo sem eventos, a vacina trará um momento de explosão e felicidade, com uma agenda bem movimentada”, afirma Samuel Lloyd, diretor do Mineirão.

Lloyd destaca que produtores de espetáculos cancelados em 2020 já estão retomando conversas e marcando novas datas. Entre eles, o Breve Festival, previsto para 7 de agosto, com shows de Ney Matogrosso, Pitty e Djonga. Já o Festival Sarará terá a sétima edição em 28 de agosto, um ano após a data original. “A gente tinha previsão de mais de 20 festivais neste ano e praticamente todos foram adiados para 2021”, observa o dirigente.

A grande expectativa é o anúncio da apresentação do Metallica, que ocorreria em 27 de abril (posteriormente adiado para 20 de dezembro). “Como é uma turnê internacional, não basta ter apenas a situação do Brasil resolvida. Mas já há garantia de que irá acontecer”, avisa. Além do grupo de heavy metal, que teve os 50 mil ingressos disponibilizados esgotados já na abertura das vendas, outros dois shows internacionais ocorreriam no Mineirão em 2020, mas nem chegaram a ser divulgados.

Lloyd salienta que a procura por datas para grandes eventos (acima de dez mil espectadores) parte de junho. Mas crê que, um pouco antes, haverá uma volta gradual de eventos menores, com distanciamento, no estádio.  Para quem acha que a agenda será comprometida pelos jogos de futebol, ele lembra que, em 2019, o estádio recebeu 48 partidas e mais de 160 eventos culturais. “Como temos a Esplanada, já aconteceu de termos dois eventos simultaneamente”.

Produtores como Helber Oliveira, do Jota Quest, não têm dúvida de que o Mineirão é o responsável por transformar BH na capital dos festivais. “Quando você olha para 2019, percebe que o estádio virou um palco de todas as tribos”, avalia Oliveira. Segundo ele, o Mineirão dá a impressão aos produtores de que haverá 50% de chances de um evento ser bem-sucedido. “Virou espaço em que a galera tem predisposição maior de ir, reunindo adjetivos que proporcionam uma receita de sucesso para os eventos ali realizados”.

Oliveira elogia a gestão de eventos do estádio, afirmando que é “muito pró-produtor, com interlocução bem-feita”. E destaca que os dirigentes sempre partem do pressuposto do “sim”. “Conseguiram implementar uma vibe em que a galera é feliz ali”, assinala.