Samuel Rosa avisa que continuará sendo amigo do violão, da guitarra e das composições. Uma forma de dizer que, apesar de estar se abrindo mais ao mundo virtual, a internet jamais será a principal fonte da carreira dele.

“Tenho dito que criar um canal do YouTube hoje, para quem milita na mesma área que eu, é normal, quase uma condição”, registra o cantor, que inaugura neste sábado o seu canal, às 17h, com uma live ao lado do filho Juliano Alvarenga.

É também, como ele próprio admite, mais um passo para o descolamento do Skank, após a banda anunciar, no ano passado, que fará uma pausa. Quando concluir a turnê de despedida, em 2021, Rosa “já estará com o caminho preparado”.

No seu canal, haverá espaço para as histórias do Skank, claro, mas o foco será Samuel Rosa. “É oportunidade para muita coisa, até para eu ter a minha narrativa, usando um termo em voga, e contar a minha ótica sobre os acontecimentos”, afirma.

O cantor abrirá espaço para falar sobre os bastidores de cada canção, “das que eu fiz e das que vou ainda fazer, que, tomara sejam muitas, além de pessoas que eu gosto, com as quais tabelei durante esses mais de 30 anos de carreira”.

Sobre a live, Rosa se diz feliz em tocar “com as quais já venho trabalhando há algum tempo, mas em projetos ainda tímidos”. A banda que estará com ele neste sábado foi montada pelo músico há dois anos, em paralelo ao trabalho com o Skank.

No repertório estarão composições de Rosa, do filho, que é guitarrista da banda Daparte, e também covers. “Vamos interpretar algumas canções que vou deixar de surpresa para os que acompanharão a live. Um set vai ser de músicas que a gente gosta. Será bem divertido”, adianta.

A parceria com Alvarenga, explica, é um desdobramento natural do que acontece dentro de casa. “Sempre nos reunimos para tocar músicas de artistas que a gente gosta e mostrar coisas um para o outro”, assinala Rosa.

Mas o pai sabe que o filho tem muito ainda a trilhar no mundo da música e, de preferência, bem longe dele. “O Juliano tem que tabelar com a sua geração por ora. Eu não quero ser um agente facilitador. Ele tem que buscar seus próprios caminhos. Não pode ser o meu, única e exclusivamente”, analisa.

Pausa adiada
Sobre a interrupção no trabalho com o Skank, que se dedicaria a fazer uma turnê de despedida neste ano, a pandemia acabou adiando essa pausa para 2022. No próximo ano, o quarteto cumprirá a agenda de shows que foram cancelados.

“O que era para acontecer em 2020, acontecerá em 2021, sem tirar nem pôr. É uma promessa para nossos fãs, nosso público, de rodar o Brasil como uma espécie de encerramento desta fase do Skank”, destaca.

Apesar de já pensar numa carreira descolada do grupo, ele não tem nenhum material ainda. “Não quero me precipitar em nada. Eu acredito muito na urgência da música. Não adianta nada eu fazer um disco agora, meu solo, e ficar guardando. Todo disco, na minha opinião, precisa ser contemporâneo em relação ao que está acontecendo ali e agora”.