A intérprete da Dona Florinda no seriado "Chaves", a atriz mexicana Florinda Meza criticou, neste sábado (1º), a saída do programa da grade das redes de televisão na América Latina, afirmando, nas redes sociais, "ser uma agressão às pessoas". No Brasil, "Chaves" e seus programas derivados, como "Chapolin", eram exigidos ininterruptamente há 36 anos.

"'Chespirito' (nome original da série) já é um programa cultuado. É parte do DNA dos latinos, o levamos na memória genética. Pretender eliminá-lo do nado é uma medida pouco inteligente", desabafa Meza, que foi casada com o protagonista e criador de "Chaves", Roberto Bolaños, falecido em 2014.

O SBT, que apresentava o programa no Brasil, explicou, em nota à imprensa, na sexta-feira (31), que a Televisa, distribuidora mexicana da atração, não quis fazer a renovação dos direitos de exibição no país devido a "um problema pendente a ser resolvido com o titular dos direitos das histórias". A série também era apresentada no canal de TV por assinatura Multshow.

No SBT, o programa infantil sobre uma turma de garotos residentes numa vila garantiu boas audiências, sendo exibido em diversos horários durante mais de três décadas, preenchendo buracos na programação do canal de Sílvio Santos.

"Nunca pensei que isso fosse me acontecer, mas pela primeira vez encontro uma razão para dizer 'Que bom que meu Rober (Bolaños) não está neste mundo!' Esse ato incompreensível chuta sua lembrança e o que ele mais respeitou: o público", escreve Meza.

Para a viúva, "talvez alguns executivos sem visão o querem apagar, mas no coração e na memória dos bons, que sempre o seguiram, estará mais vivo que nunca. Não é verdade?".

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

¿Qué opino de que se deje de transmitir el programa Chespirito? Aunque no tengo nada que ver porque inexplicablemente no he sido convocada a las negociaciones, creo que justo ahora, cuando el mundo más necesita diversión, hacer eso es una agresión hacia la gente. Además, va en contra de sus propios intereses comerciales, porque en este momento queremos ver todo aquello que nos recuerde un mundo que fue mejor. Chespirito ya es un programa de culto. Es parte del ADN de los latinos, lo llevamos en la memoria genética. Pretender eliminarlo de tajo es una medida poco inteligente. Es triste comprobar cómo en tu propia casa, a la que le has dado millones de dólares, es dónde menos te valoran. Nunca pensé que me llegara a suceder, pero por primera vez encuentro una razón para decir ¡qué bueno que mi Rober no está en este mundo! Este acto incomprensible patea su recuerdo y lo que él más respetó: al público. Tal vez algunos ejecutivos sin visión lo quieren borrar, pero en el corazón y la memoria de los buenos que siempre lo han seguido, estará más vivo que nunca. ¿Verdad que sí? #quevuelvaChespirito #Chespiritoesnuestro #labonitavecindadvirtual

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