A primeira amostra do EP “Sessão de Inverno” foi dada no dia 26 de junho, com os pouco mais de dois minutos e meio de “Só”. “É uma música reflexiva e atemporal”, relata Criston Lucas, vocalista da Versalle, sobre a canção composta pelo amigo e conterrâneo de Porto Velho (RO), Alex Caldas, e que foi gravada e lançada pela banda de indie rock. “Ela traz algo sobre limitação quase que inerente a todo ser humano, quase que circunstancial. E fala sobre a divergência dos seres e da falta de união”, completa.

As temáticas de “Só” funcionam como uma parábola contemporânea, atesta Lucas. “O que comentei é uma interpretação da música e se encaixa bem no contexto atual. Hoje temos uma divergência política absurda no país. O diálogo parece não existir mais; é 8 ou 80”, diz. 

Esse tipo de lirismo está inserido na discografia do grupo e marcará presença nos dois próximos singles, que integrarão o EP. “O segundo single deve sair no fim de julho ou início de agosto, e o terceiro no fim de agosto ou começo de setembro. As três músicas fecham o EP”, relata.

 

“Sessão de Inverno” será todo acústico, mantendo uma tradição do grupo, completado pelo baixista e produtor Paulo Casco e o baterista Igor Jordir. “Com o passar do tempo, experimentamos coisas novas, nadando mesmo nessa experimentação, já que a música é infinita. Não temos medo de experimentar”, destaca Lucas.

Como o guitarrista relembra, em “No ‘Escape’ (segundo disco, de 2019), já havia elementos diferentes, como sintetizadores, elementos percussivos, mais arranjos de vozes, coros”. E emenda: “No EP, que oficialmente é nosso primeiro trabalho acústico, temos mais violões, ukuleles, xilofone...”.

Versalle

O momento de pandemia quebrou uma rotina da banda, a da das turnês, mas, por outro lado, abriu um novo leque. “No sentido criativo, esse período se torna fértil. No meu caso, saíram duas ou três músicas, além de alguns instrumentais, algumas melodias. Tem sido proveitoso para mim”, conta.

Quanto ao futuro, pleiteia com a banda o lançamento do terceiro álbum para 2021, entre outros projetos. “Queremos voltar a fazer shows, quando for possível. Quem sabe não fazemos um dia um DVD acústico. E estou curioso para saber como vai ser esse processo criativo, visando ao terceiro disco. A banda está mais amadurecida, e isso é algo especial para nós”, comenta.