Várias ações estão sendo realizadas por esferas públicas e privadas em apoio a artistas e profissionais ligados ao setor cultural, já que nem todos podem se beneficiar das vitrines das lives. O Itaú Cultural vem lançando editais com o título “Arte como respiro: múltiplos editais de emergência”. Nesta segunda, serão abertas as inscrições para a área de artes visuais.

O Banco do Brasil também abriu edital de patrocínio para projetos culturais, com inscrições gratuitas até 5 de junho. As propostas selecionadas vão integrar a programação dos centros culturais mantidos pelo banco em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília em 2021 e 2022. 

Em parceria com o Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB), a Netflix está doando R$ 5 milhões para trabalhadores e freelancers atingidos com a interrupção da produção audiovisual no Brasil. A partir do dia 28, os profissionais poderão se inscrever por meio de um formulário online  na página do ICAB.

“Este recurso dará para a gente beneficiar cerca de 4.700 profissionais, abrigando um espectro de mais de 80 funções”, afirma Mauro Garcia, diretor-executivo do instituto. “Esperamos que este dinheiro seja o primeiro de vários para o fundo. Ele não é exclusivo da Netflix. Quanto mais recursos, mais gente será beneficiada”.

O valor doado pelo serviço de streaming ajudará principalmente o chão de fábrica do setor audiovisual, que ficou sem trabalho após a paralisação de filmagens devido ao coronavírus. “Haverá uma equipe que fará a triagem e, se estiver tudo ok, cada pessoa receberá um único depósito no valor do salário mínimo, de R$ 1.045”, explica Garcia.

Os interessados terão que apresentar registro na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou contrato de trabalho, além de uma declaração de necessidade financeira. “Vamos buscar atender àquelas pessoas de maior vulnerabilidade, que necessitam mais e não têm outra renda familiar”.

Parceiros
Garcia estima que há no Brasil de 13 mil a 15 mil profissionais ligados ao audiovisual. “Com os recursos de agora, não vamos alcançar 1/3. Por isso estamos procurando outros parceiros”, sublinha o diretor do ICAB, cuja criação foi inspirada em institutos audiovisuais internacionais que contribuem para a formação e atualização de profissionais para o setor.

O interesse da Netflix não foi exclusivo pelo Brasil. A plataforma separou US$ 100 milhões para serem destinados a cinematografias de países diversos. Recentemente a Sony também manifestou o desejo de apoiar os profissionais da indústria cinematográfica que estão sem trabalhar.