Em cartaz nos cinemas, “Jumanji – Próxima Fase” busca, assim como no filme anterior, recuperar o espírito das tramas das aventuras de fantasia, muito comuns na década de 80, em que garotos comuns tinham a chance de enveredar por mundos incríveis, tornando-se uma espécie de super-heróis.

O diretor Jake Kasdan, que é filho de Lawrence Kasdan, roteirista de grandes sucessos daquele tempo, como “O Império Contra-Ataca” e “Caçadores da Arca Perdida”, acerta ao continuar a focar a história nas relações de amizade de quatro adolescentes que entram no jogo eletrônico do título. 

E acrescenta uma dupla de ex-amigos septuagenários formada por Danny DeVitto e Danny Glover, que também ajudam a ampliar o escopo do humor do filme, antes calcado nas diferentes personagens do quarteto (o tímido, o forte, a inteligente, a bela). Agora, as brincadeiras etárias ganham espaço.

A principal mudança em “Jumanji – Bem-vindo à Selva” é que os adolescentes não retomam os mesmos avatares. A graça está em ver o forte Fridge na pele do cientista do jogo (Jack Black), enquanto o avô de Spencer entra no corpo que era do neto, o dr. Bravestone (Dwayne Johnson).

Diversão garantida

Apesar de o motivo para voltarem a Jumanji ser muito frágil (o que também acontecia nas aventuras fantasiosas de quatro décadas atrás) e de algumas piadas politicamente incorretas envolvendo velhice e estrangeiros, “Próxima Fase” diverte, especialmente em sua meia hora final.

A ação acelerada não toma a cena dos atores, que parecem gostar de imitar as caras e formas de falar dos outros (neste caso, a versão legendada é a mais recomendada). Os efeitos especiais são simples e na medida certa para ajudar a contar a história, o que vem se tornando raro hoje em dia.